A.F. Araújo; R. Almeida Fundamentos metodológicos do imaginário: mitocrítica e mitanálise 18 Téssera | Uberlândia, MG | v.1 | n.1 | p.18-42 | jul./dez. 2018 | ISSN 2595-8925 FUNDAMENTOS METODOLÓGICOS DO IMAGINÁRIO: MITOCRÍTICA E MITANÁLISE METHODOLOGICAL FOUNDATIONS OF THE IMAGINARY: MYTH- CRITICISM AND MYTH-ANALYSIS Alberto Filipe Araújo 1 Rogério de Almeida 2 Resumo Os objetivos deste artigo são os de estudar os fundamentos metodológicos da Antropologia do Imaginário, com destaque à mitocrítica e à mitanálise, duas heurísticas capitais para o tratamento mitológico ou mitodológico de textos, respectivamente os literários, e os da própria sociedade, compreendidos em sua redundância simbólica; e o de destacar as pesquisas contemporâneas que têm se debruçado sobre os mitos atualmente em circulação nas sociedades ocidentais, para a compreensão da metodologia em questão e sua contribuição para os modos de interpretação do tempo presente. Palavras-chave: Antropologia do Imaginário. Mitocrítica. Mitanálise. Mitos contemporâneos. Abstract The objectives of this article are on the one hand, to study the methodological foundations of Imagery Anthropology, with emphasis on myth criticism and myth analysis, two capital heuristics for the mythological or “mythodological" – treatment of texts, respectively the literary ones, and the societal ones, as far as their symbolic redundancy is concerned; on the other hand, to highlight contemporary research that has been focusing on the myths currently circulating in Western societies so that one understands the methodology in question and its contribution to the modes of interpretation of present time. Keywords: Anthropology of Imagery. Myth criticism. Myth analysis. Contemporary Myths. 1 Professor Catedrático do Departamento de Teoria da Educação e Educação Artística e Física do Instituto de Educação da Universidade do Minho (Braga-Portugal). É membro integrado do Centro de Investigação em Educação (CIEd) do Instituto de Educação da Universidade do Minho (Braga Portugal). “Este trabalho é financiado pelo CIEd Centro de Investigação em Educação, projetos UID/CED/1661/2013 e UID/CED/1661/2016, Instituto de Educação, Universidade do Minho, através de fundos nacionais da FCT/MCTES-PT.” 2 Professor Associado do Departamento de Administração Escolar e Economia da Educação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. DOI: http://dx.doi.org/10.14393/TES-V1n1-2018-2