ESIG2001 ESTATÍSTICAS DE OCUPAÇÃO DO SOLO PARA PORTUGAL CONTINENTAL Roberto Henriques 1 , Beatriz Condessa 2 , Fernanda Néry 3 , Nuno Neves 4 Centro Nacional de Informação Geográfica (CNIG) Tagus Park, Edifício Inovação III, sala 614 2780-920 OEIRAS 1 - roberto@cnig.pt, CNIG/Universidade de Évora; 2 - beatriz@cnig.pt, CNIG; 3 - nery@cnig.pt, CNIG; 4 - nneves@uevora.pt, Universidade de Évora Palavras-chave : Ocupação do solo, ordenamento do território Resumo A informação relativa à ocupação do solo constitui um instrumento privilegiado para a monitorização da dinâmica do território, designadamente no que respeita à evolução do processo de urbanização e edificação, através da comparação de informação obtida em momentos distintos. No âmbito do projecto “Bases para um Esquema de Ordenamento do Território ao nível do continente (BEOT)” em curso no CNIG e financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia no âmbito do programa PRAXIS, foi estabelecida uma colaboração com o Departamento de Planeamento Biofísico e Paisagístico da Universidade de Évora, com vista à determinação de estatísticas de ocupação de solo à escala nacional, para dois momentos temporais de referência correspondentes à situação retratada na Carta CORINE Land Cover (1985 a 1987) e na Carta de Ocupação do Solo – COS (1990). A dinâmica de alteração de usos é analisada em termos espaciais e através de estatísticas de síntese. No primeiro caso, recorre-se a uma versão generalizada da COS, de acordo com os critérios de classificação e área mínima cartografável definidos no âmbito do projecto CORINE, por forma a permitir o cruzamento com a carta CORINE e a estabelecer um referencial de comparação que possa vir a ser utilizado com a actualização do CORINE para 2000 (actualização através de imagem de satélite). A identificação de zonas de alteração de uso é efectuada em termos probabilísticos, que ponderam efeitos de margem e de dimensão das manchas alteradas. No segundo caso, as estatísticas são obtidas, ao nível de desagregação espacial de concelho, sob a forma de uma matriz de transição de estados, permitindo a visualização espacial das tendências bem como uma análise prospectiva cuja validade poderá ser testada por recurso a fontes mais recentes. Os resultados deste trabalho serão disponibilizados no site do projecto BEOT para consulta interactiva através de ferramentas de Webmapping.