Classes de cobertura vegetal do Parque Nacional de Sete Cidades (transição campo- floresta) utilizando imagens TM/Landsat, NE do Brasil Maria Edileide Alencar Oliveira 1,2 Fernando Roberto Martins 3 Antonio Alberto Jorge Farias Castro 4 João Roberto dos Santos 5 1 Programa de Pós-Graduação em Biologia Vegetal - UNICAMP Caixa Postal 6109 - 13083-970 - Campinas - SP, Brasil mealencar@gmail.com 2 Centro Federal de Educação Tecnológica do Piauí - CEFET/PI Rua Francisco Urquiza Machado, 462 - 64800-000 - Floriano, PI, Brasil ealencar@cefetpi.br 3 Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP Caixa Postal 6109 - 13083-970 - Campinas - SP, Brasil fmartins@unicamp.br 4 Universidade Federal do Piauí - UFPI Av. Universitária, 1310 - 64049-550, Teresina - PI, Brasil aajfcastro@uol.com.br 5 Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE Caixa Postal 515 - 12227-010 - São José dos Campos - SP, Brasil jroberto@ltid.inpe.br Resumo. Neste estudo foram utilizadas imagens (TM/Landsat - Bandas 3B, 4G e 5R) no mapeamento da vegetação do Parque Nacional de Sete Cidades (04 o 02’- 08’S e 41 o 40’ - 45’W), bacia do Parnaíba, estado do Piauí, NE do Brasil. Por meio de técnicas de processamento de imagens, com uma classificação do tipo Bhattacharya, foi produzido um mapa com seis tipos de cobertura vegetal. O mapa evidenciou um complexo mosaico de tipos estruturais dominados por formações savânicas (cerrado aberto latifoliado perenifólio e cerrado extremamente xeromórfico) que ocuparam 48,1% da área, seguidos de formações florestais (floresta aberta latifoliada perenifólia, floresta tropical ombrófila aluvial ocasionalmente inundada e floresta tropical semidecídua) com 36% e de formações campestres (campo graminóide cespitoso médio) com 14,3% da área estudada. O uso de dados de sensoriamento remoto possibilitou a discriminação das comunidades vegetais com boa acurácia (kappa = 0,582), fornecendo informações básicas do status atual da vegetação da área, contribuindo assim para a preservação e conservação dos cerrados marginais do NE do Brasil. Palavras-Chave: Parnaíba Basin, marginal savannas, National Park, Piauí, remote sensig, Bacia do Parnaíba, cerrados marginais, Parque Nacional, Piauí, sensoriamento remoto. 1. Introdução As diversas técnicas de sensoriamento remoto e de sistemas de informação geográfica (SIG) surgidas na década de 1980 têm sido consideradas como fontes primárias de informações acerca da biodiversidade na escala de paisagem, as quais possibilitam a compreensão da heterogeneidade e dinâmica da paisagem através de mapas temáticos que discriminam a cobertura vegetal de uma área (Matson e Ustin 1991, Chapin et al. 2000, Foody e Cutler 2002, Zak e Cabido 2002). Recentemente, a identificação e o mapeamento de padrões espaciais das comunidades vegetais têm recebido novos impulsos frente às questões de mudança climática 1775