UTILIZAÇÃO DE UM NOVO ALGORITMO DESCRITOR DE TERRENO PARA O MAPEAMENTO DE AMBIENTES DE TERRA FIRME NA AMAZÔNIA Taise Farias Pinheiro 1 Camilo Daleles Rennó 1 Maria Isabel Sobral escada 1 1 Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE Caixa Postal 515 - 12245-970 - São José dos Campos - SP, Brasil {taise}@ltid.inpe.br {camilo, isabel}@dpi.inpe.br Abstract. Accurate topographic data, available with the Shuttle Radar Topographic Mission (SRTM), is required for the mapping of land at finer scales. In this paper we report the use of a new quantitative topographic algorithm, called HAND (Height Above the Nearest Drainage). The HAND requires a hidrologically coherent DEM as input, with resolved depressions, computed flow directions for each grid and a defined drainage network. We tested a method to define a threshold to the drainage networks based on a geomorphology map. Palavras-chave: new quantitative topoghaphic algorithm, digital elevation model-SRTM, upland land mapping, novo algoritmo descritor de terreno, modelo de elevação digital - SRTM, mapeamento de ambientes de terra- firme 1. Introdução Na literatura podem ser encontradas diversas técnicas que se propõem a extrair atributos descritores do relevo, tais como aspecto, curvatura e drenagem, a partir de modelos numéricos de terreno (MNT). A principal diferença entre esses algoritmos está na determinação das conexões hidrológicas entre dois pontos, ou seja, no cálculo da direção de fluxo da drenagem. Enquanto alguns algoritmos utilizam medidas simples e fáceis de implementar, tais como a Distância Euclidiana, que nem sempre representam as condições encontradas em campo, o algoritmo HAND (Height Above the Neareast Drainage) propõe uma nova abordagem baseando-se em medidas que podem permitir uma representação mais fiel do terreno. O HAND é um algoritmo descritor do terreno que utiliza as informações topográficas do DEM do SRTM para extrair informações hidrológicas de uma área (Rennó et al. 2008). Essa informação é obtida pela estimativa da diferença de altura relativa entre cada pixel da imagem e o ponto de drenagem mais próximo associado a um curso d’água. Baseado nessas medidas, o algoritmo agrupa os pixels similares em zonas equiprováveis, considerando seu potencial hidrológico, produzindo mapas com forte significado ecológico e geomorfológico. No HAND, grande parte do processo de geração dos mapas é feito de forma automática, sem exigências de parâmetros pré-definidos. No entanto, a definição do limiar para a densidade de drenagem, fase crucial desse processo, depende do conhecimento do analista sobre a dinâmica do relevo e das condições hidrológicas da área estudada. Fica claro que o essencial para a geração de mapas geomorfológicos é a aplicação de um limiar de drenagem baseando-se em critérios específicos, pois um limiar aplicado de forma subjetiva pode levar à superestimativa ou subestimativa da dimensão de ambientes com solos muito ou pouco saturados. A dificuldade de escolha de um limiar adequado ás condições hidrológicas de uma área torna-se mais difícil para extensas áreas, pela maior complexidade encontrada na paisagem. Esse é o caso do Distrito Florestal Sustentável (DFS) da BR-163, localizado no oeste do Pará, que possui aproximadamente 19 milhões de hectares. O DFS da BR-163 possui paisagens muito heterogêneas, onde ocorre desde planalto, ao norte, próximo à cidade de Santarém, até áreas mais densamente dissecadas situadas no vale do Jamanxin, ao sul. Isto torna necessária 6069