contemporanea | comunicação e cultura w w w . c o n t e m p o r a n e a . p o s c o m . u f b a . b r 311 contemporanea | comunicação e cultura - v.13 – n.02 – maio-ago 2015 – p. 311-328 | ISSN: 18099386 STRIP-TEASE VIRTUAL: REPRESENTAÇÕES E PRÁTICAS OU “ISSO” É SEXO? VIRTUAL STRIP-TEASE: REPRESENTATIONS AND PRACTICE OR IS ‘’THIS’’ SEX? Weslei Lopes Silva * Juliana Gonzaga Jayme ** RESUMO: A proposta deste artigo está em refetir como algumas mulheres que realizam strip- -tease virtual pago representam seu trabalho e as performances que levam a cabo via internet em seu cotidiano de trabalho. Nesse sentido, e fundamentados especialmente nos estudos de corpo (CSORDAS, 2008) e de gênero (BUTLER, 2002, 2003), propomos a problematização de como elas pensam suas encenações ante a webcam a partir de um corpo hiper-sexualizado e as possíveis relações (ou não) com a pornografa. Ademais, tratamos das peculiaridades da realização de seu trabalho mediado pelas telas dos computadores e da busca de invisibilidade por parte delas em razão do estigma decor- rente do mercado do sexo no qual estão inseridas. PALAVRAS-CHAVE: web strippers; corpo e gênero. ABSTRACT: The purpose of this article is to refect on how some women who work with the online paid striptease represent their job and their performances that are made through the Internet on their daily work life. In this sense, and based especially on the studies of embodiment (CSORDAS, 2008) and gender (BUTLER, 2002, 2003), we present a ques- tioning of how they think about their performances at the webcam from a hyper-sexu- alized body and the possible relationships (or not) with pornography. Furthermore, we * Doutor em Ciências Sociais (2014) pela PUC de Minas Gerais. Professor do departamento de Educação da Universidade de Itaúna. MINAS GERAIS, Brasil. wesleilop@gmail.com ** Doutora em Ciências Sociais pela Unicamp, professora do Departamento de Ciências Sociais da PUC de Minas Gerais. MINAS GERAIS, Brasil. julianajayme@pucminas.br