REVISTA DE ESTUDIOS E INVESTIGACIÓN EN PSICOLOGÍA Y EDUCACIÓN eISSN: 2386-7418, 2017, Vol. Extr., No. 04 DOI: https://doi.org/10.17979/reipe.2017.0.04.2298 Correspondencia: Judite Zamith-Cruz, juditezc@ie.uminho.pt Selección y peer-review bajo responsabilidad del Comité Organizador del XIV Congreso Internacional Galego-Portugués de Psicopedagogía Olhares de experiência: Investigação-Ação de futuros docentes com pictogramas de crianças Ways of seeing: Action-Research with future teachers about children's drawings Judite Zamith-Cruz Universidade do Minho. Resumo Desejamos que estudantes adquiram uma postura ativa e reflexiva em interações com crianças. Os objetivos de Investigação-Ação com futuros docentes, do Instituto de Educação, da Universidade do Minho, foram os seguintes: (1) o seu conhecimento experiencial com menino/as, entre 4 e12 anos, mediante técnicas de escuta ativa, rapport e análise de textos visuais/mistos; e (2) a sua sensibilidade a mudanças de vida precoce, em conversações, escrita e desenho. Apreciam-se fatores relacionais, moderadores socioculturais (e de estrutura familiar) e discriminaram-se indicadores de mal-estar subjetivo, risco e crise familiar. Apresenta- se a adesão e contrato, avaliação e finalização do processo. Palabras-chave: Investigação-Ação participativa, retratos na infância, textos visuais, formação inicial de docentes. Abstract We hope that higher education students will be more active and reflexive in situations involving children. The objectives of Action Research with them, in the Institute of Education, University of Minho were as follow: (1) their experiential knowledge of children between 4-12 years old, using active listening, rapport and mixed/visual texts; and (2) their sensibility to changes in their early lives by conversations, writing and drawings. We estimated relational factors, socio cultural moderators (and family structure). We discriminated subjective discomfort, risk and family crisis. The adhesion and contract, evaluation and finalization of the process are presented. Keywords: Participatory Action Research, childhood pictures, visual texts, training of future teachers O caráter provisório do conhecimento foi contextualizado por pioneiros na Investigação-Ação (I-A) (Greenwood & Levin, 1998; Kemmis & McTaggart, 1988; Cherry, 1999; Forester, 1999). O nosso interesse no processo partiu também de pesquisa por Grounded Theory (Glaser, 1992, 1998), após formação na abordagem do australiano Bob Dick, com relevo para o curso AREOL action-researcn and evaluation on line, núcleo do processo dialético (Dick, 2002c, 2002e) e de mudança social cíclica. Quando a I-A foi adotada ao ensino-aprendizagem, a experiência foi reflexiva (Ghaye & Ghaye, 1998) e levou à conceção de modelos de trabalho (Whitehead, 1993), flexíveis e participativos (Chamala & Keith, 1995). Uma perspetiva complementar é a Psicoeducação (Kosslyn & Rosenberg, 2004, p. 633), em formação psicológica de professores: educar sobre a investigação atual e o apoio psicológico, relacionado com “problemas“. As estudantes do 2º ano, do Curso de Licenciatura em Educação Básica, contactaram e conversaram com crianças (4-12 anos), residentes no Norte de Portugal, que desenharam e escreveram, nomeadamente sobre recordações, associadas a (inter)ações, pensamentos e emoções sociais. Primeiro, utilizámos modelos de trabalho assentes na formação (escuta ativa e rapport - interação em sintonia) e em entrevista. Passaram-se a partilhar em rede interesses comuns, introduzido por Roloff (2008) e Bowie e Werhane (2004), no processo promotor de dúvidas, hesitações e energias do grupo (Elliott, 1999). Portanto, numa unidade curricular de “Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem da Criança”, ao longo de anos (Zamith-Cruz, 2010), puseram-se em comum conhecimentos experienciais de observação participante, para a análise de conteúdo documental de portefólios individuais. Necessitamos de tempos de reencontro (adultos- crianças, pais-docentes…), como o pensaram McAllister (1993) e Kemmis, McTaggart e Nixon (2014), de modo a espelharem-se os efeitos propiciados por olhares cruzados. Defende-se que no ensino superior poderão sustentar-se relacionamentos de confiança e proximidade com