Determinaªo da Fraªo de Mineralizaªo de Compostos Nitrogenados de Lodos de Esgoto Aplicados em Solo Agrcola Introduªo Com o objetivo de calcular as quantidades de lodo de esgoto a serem aplicadas a solos agrcolas, um dos critØrios que podem ser utilizados Ø baseado na quantidade de N inorgnico que o resduo poderÆ gerar. Visando-se minimizar a lixiviaªo de N no perfil do solo, esta quantidade nªo deve superar a capacidade de absorªo pelas plantas, com risco de contaminaªo de corpos de Ægua. O valor de 10 mg L -1 de N na forma de nitrato Ø adotado em vÆrios pases como limite mÆximo tolerÆvel para padrªo de potabilidade de Ægua; valores superiores ao mencionado podem levar uma pessoa, particularmente crianas,  metahemoglobinemia, doena que pode ser fatal nos primeiros anos de vida, devida  inibiªo da atividade do ferro no transporte de oxigŒnio  corrente sangunea. Em geral, a maior parte do N em lodos de esgoto estÆ na forma orgnica, e o restante como ons amnio; as concentraıes de nitrato sªo baixas nos resduos gerados nas estaıes de tratamento que utilizam processos anaerbios. Entretanto, imediatamente aps a aplicaªo do resduo a solos adequadamente arejados, inicia-se a liberaªo de nitratos, como parte do processo de mineralizaªo dos compostos orgnicos do res- duo. Como a mineralizaªo Ø contnua, nem todo o N orgnico aplicado serÆ disponibilizado s plantas como N mineral, no primeiro ano da aplicaªo; quantidades decrescentes serªo disponibilizadas durante algum tempo aps a aplicaªo inicial. A quantidade de N que poderÆ ser disponibilizada em determinado solo aps aplicaªo de lodo de esgoto Ø calculada utilizando-se a estimativa da fraªo de mineralizaªo do N orgnico contido no resduo (CONAMA, 2006; BOEIRA et al., 2002). Para obtenªo dessa estimativa, deve-se considerar diversos aspectos metodolgicos (BOEIRA, 2005), seguindo-se as trŒs etapas a seguir: - Determinaªo da taxa de mineralizaªo de N orgnico em solo tratado com lodo de esgoto A taxa de mineralizaªo refere-se s quantidades de N inorgnico geradas ao longo do tempo no solo tratado com lodo de esgoto, e pode ser obtida por diferentes metodologias, em laboratrio ou em campo. Em laboratrio, sªo feitos ensaios de incubaıes aerbias com ou sem lixiviaªo, ou ensaios de incubaıes anaerbias, avaliando-se doses crescentes do resduo aplicadas ao solo. - Estimativa de N orgnico potencialmente mineralizÆvel em solo tratado com lodo de esgoto Com os dados das quantidades de N mineralizadas ao longo do tempo pode-se estimar o potencial de mineralizaªo de N do solo tratado com lodo de esgoto, ou seja, a quantida- de mÆxima esperada do nutriente (em formas inorgnicas) que serÆ gerada pelo solo tratado com lodo de esgoto, na dose aplicada. - Estimativa da fraªo de mineralizaªo potencial de N orgnico de lodo de esgoto Jaguariœna, SP Outubro, 2009 20 ISSN 1516-4683 Autores Rita Carla Boeira Engenheira Agrnoma, Doutora em Solos e Nutriªo de Plantas, Embrapa Meio Ambiente Rod. SP 340, km 127,5 13.820-000 Jaguariœna/SP rcboeira@cnpma.embrapa.br Marcos Antonio Vieira Ligo Eclogo, Doutor em CiŒncias, Embrapa Meio Ambiente Rod. SP 340, km 127,5 13.820-000 Jaguariœna/SP ligo@cnpma.embrapa.br Viviane Cristina Bettanin Maximiliano Qumica, Especialista em Gestªo da Qualidade, Embrapa Meio Ambiente, Rod. SP 340, Km 127,5 - Cep.13.820-000, Jaguariœna, SP. viviane@cnpma.embrapa.br Adriana Marlene Moreno Pires Engenheira Agrnoma, Doutora em Solos e Nutriªo de Plantas, Embrapa Meio Ambiente Rod. SP 340, km 127,5 13.820-000 Jaguariœna/SP adriana@cnpma.embrapa.br