27 http://dx.doi.org/10.12702/VIII.SimposFloresta.2014.12-505-1 Quantificação da serapilheira acumulada em um povoamento de Eucalyptus saligna Smith em São Gabriel - RS Renata R. de Carvalho 1 , Mauro V. Schumacher 2 , Maria D. dos S. Dutra 2 , Marcos L. Garcia 1 1 Universidade Estadual do Centro-Oeste (renatacarvalho88@gmail.com; mvschumache@gmail.com); 2 Universidade Federal de Santa Maria (daniksd@hotmail.com; garcia.afl@gmail.com) Resumo: Todo o material recém-caído no solo de uma floresta é considerado serapilheira. O presente estudo teve como objetivo quantificar a serapilheira acumulada sobre o solo em um povoamento de Eucalyptus saligna SMITH em São Gabriel RS. Com o auxílio de uma moldura quadrada e metálica com 25 cm x 25 cm de lado, foram coletadas aleatoriamente 36 amostras distribuídas em 4 parcelas de 20,0 m x 20,0 m. O material amostrado foi levado ao laboratório onde foi: fracionado em folhas, galhos e miscelânea. Em seguida o material foi seco e posteriormente pesado. A fração que apresentou a maior quantidade de serapilheira acumulada foi; miscelânea com 51%, seguido das folhas 26% e galhos com 23%. Portanto a miscelânea é a fração que mais contribui com a sua decomposição na ciclagem de nutrientes em relação às demais frações. Palavras-chave: Biomassa; Eucalipto; Recuperação do solo. 1. Introdução A permanência da serapilheira sobre o solo faz com que este material seja reaproveitado no ciclo de nutrientes do sistema, através de sua decomposição e da liberação dos minerais constituintes para uma posterior reabsorção pelas raízes das plantas, aumentando também o teor de matéria orgânica no solo, numa escala de tempo, aspecto amplamente desejado na recuperação de solos degradados (BRUN; FERRAZ; ARAÚJO, 2013). O conhecimento da quantidade de serapilheira acumulada em plantios florestais é essencial para manter a produtividade e o manejo sustentável de solos e recursos minerais.