1 TIPOLOGIA DE FRUTOS E SÍNDROMES DE DISPERSÃO DE UMA COMUNIDADE DE CAMPO RUPESTRE NO PARQUE ESTADUAL DA SERRA DOS PIRENEUS, GOIÁS. Sabrina do Couto de Miranda 1,4 ; Marineide Abreu Batista 1,4 ; Jair Eustáquio Quintino de Faria Júnior 1,3 ; Plauto Simão de Carvalho 3,4 ; Mirley Luciene dos Santos 2,4 1 Bolsista PBIC/UEG 2 Pesquisadora - Orientadora 3 Voluntário Iniciação Científica PVIC/UEG 4 Curso de Ciências Biológicas, Unidade Universitária de Ciências Exatas e Tecnológicas, UEG. RESUMO O presente estudo foi realizado na área do Parque Estadual da Serra dos Pireneus, que possui uma extensão de 2833,26 ha e está situado entre os municípios de Pirenópolis, Cocalzinho e Corumbá de Goiás. O objetivo foi o de registrar os tipos de frutos e respectivas síndromes de dispersão para as espécies que ocorrem nas áreas de campo rupestre, fitofisionomia do Cerrado característica de altitudes acima de 900m, cuja vegetação apresenta-se adaptada às condições de solos ácidos e pobres em nutrientes, disponibilidade de água restrita e substrato rochoso. As coletas foram feitas mensalmente no período de março de 2003 a fevereiro 2004, através do método de caminhamento. Todas as espécies em frutificação tiveram frutos coletados e as características registradas em fichas de campo. Morfologicamente, os frutos amostrados na área do estudo apresentaram um alto padrão de diversidade, com grande variação na forma e modo de dispersão Ao todo foram encontrados 368 frutos, distribuídos entre: cápsula (146 espécies), aquênio (57), baga (56), cariopse (35), legume e drupa (24 cada), sâmara (17), folículo (5) e núcula (4). Quanto à síndrome de dispersão, as mais freqüentes foram autocoria e anemocoria, por se tratar de uma região aberta onde os ventos são constantes. Palavras-chave : campo rupestre, síndromes de dispersão, Serra dos Pireneus.