1 Vilaça, T. (2007). Dos Modelos de Educação para a Saúde Tradicionais aos Modelos de Capacitação: Abordagens Metodológicas da Educação Sexual em Portugal do 7º ao 12º anos de Escolaridade. In L. C., Chamosa; P. J. E., Alonso; J. R. G., Otero; L. J., Pereira; A. L., Barreiro & M. R., Mayo, Actas do XX Congreso ENCIGA. Sanxenxo: Hotel Carlos I, pp.30. DOS MODELOS DE EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE TRADICIONAIS AOS MODELOS DE CAPACITAÇÃO: ABORDAGENS METODOLÓGICAS DA EDUCAÇÃO SEXUAL EM PORTUGAL DO 7º AO 12º ANO DE ESCOLARIDADE Teresa Vilaça Universidade do Minho Braga, Portugal tvilaca@iep.uminho.pt 1. Introdução O objectivo explícito da educação para a saúde, pela primeira vez expresso na Carta de Ottawa no conceito de promoção da saúde, é “o processo de capacitação das pessoas para aumentar o conhecimento sobre a sua saúde e a melhorar” (WHO, 1986). Como consequência, a tarefa da educação para a saúde é ajudar as pessoas a identificar e auto-dirigir os factores que aumentam o seu controlo pessoal sobre a saúde, dentro do contexto das suas vidas do dia-a-dia. Nutbeam (1996) argumenta que nestes processos de capacitação é necessário focarmo-nos nos resultados da promoção da saúde, o que significa colocar a ênfase nos factores pessoais, sociais e estruturais que determinam a saúde e podem ser modificados. Tem sido produzida uma extensiva análise das determinantes sociais da saúde que dá suporte a essa orientação (e.g. Marmot, Wilkinson, 1999). De acordo com Kickbush (2002) os esforços de investigação e intervenção deveriam ser baseados no modelo ecológico que tem sido melhor operacionalizado pelas abordagens sócio-ambientais para a saúde. Estas abordagens requerem um foco muito mais forte nas populações e nas comunidades do que nos indivíduos, tal como tem sido colocado por Jensen (1994 a, 1994b, 1995, 1997 a, 1997b, 2000) ao desenvolver a abordagem da competência de acção nas escolas promotoras de saúde na Dinamarca e ao realçar os conceitos e os modelos de educação para a saúde democrática, dentro dos paradigmas da educação para a saúde. Actualmente, a área da educação para a saúde nas escolas, nomeadamente a educação sexual entendida pela política nacional Portuguesa (Ministério da Educação, 2005) como uma parte integrante dessa educação, compreende uma multiplicidade de métodos específicos, modelos e orientações. Para que as escolas criem possibilidades de mudança e vençam o desafio de evoluir das abordagens médicas e comportamentais/ estilos de vida para abordagens de educação para a saúde sócio-ambientais (que incorporam em larga medida os modelos médico e comportamental, mas desenvolvem uma nova dimensão ocupada por todas