15/09/2014 Efeito imediato de duas intensidades de treinamento sobre os estados de humor em jovens voleibolistas do sexo feminino http://www.efdeportes.com/efd80/humor.htm 1/6 Ortopedia Einstein einstein.br/Ortopedia Os melhores especialistas em cirurgia da coluna. Saiba mais Efeito imediato de duas intensidades de treinamento sobre os estados de humor em jovens voleibolistas do sexo feminino *Professor da Universidade do Grande ABC (UNIABC); Coordenador ORPUS Instituto de Treinamento Mental. http://www.orpus.com.br **Professor das Faculdades Uirapuru/Sorocaba e ESEF/Jundiaí. ***Graduando em Educação Física da Universidade do Grande ABC (UNIABC) Professor Livre Docente UNESP Rio Claro; Professor da ESEF/Jundiaí Prof. Ms. Flávio Rebustini* Prof. Ms. Carlos Augusto Mota Calabresi** Alan Barbosa da Silva*** Prof. Ld. Afonso Antonio Machado**** frebustini@uol.com.br (Brasil) Resumo O objetivo do presente estudo foi verificar o efeito imediato de dois tipos de intensidade de cargas sobre os estados de humor em jovens voleibolistas em uma sessão de treinamento. Para tanto, participaram da sessão de treinamento 14 atletas (n=14) da Seleção Paulista Infanto-Juvenil de Voleibol Feminina (16 anos) em preparação para o Campeonato Brasileiro de Seleções. As avaliações foram realizadas em 3 momentos: 1º momento (M1) - ao chegaram para o treinamento; 2º momento (M2) - ao final do treinamento de quadra caracterizado por uma intensidade moderada e; 3º momento (M3) - ao final da preparação física com alta intensidade. A análise estatística utilizada foi a Anova "One Way" (p<0,05), Scheffé post hoc test para análise de variância e o delta percentual para verificar a oscilação dos estados emocionais para cada fase do treinamento. Os resultados apontaram diferenças significativas (p<0,05) de M3 para M1 e M2 nas variáveis Vigor, Fadiga e IEEA. De M1 para M2 ocorreu uma redução dos efeitos das variáveis negativas com exceção do nível de fadiga que teve um aumento. Ao final da preparação física (M3) também encontramos a elevação de todas as variáveis negativas e redução do Vigor com relação a M1 e M2. Assim, parece-nos viável relacionar que o exercício moderado possibilita uma melhoria dos estados de humor, enquanto as cargas caracterizadas como depletativas resultam em uma piora dos estados de humor. Contudo, devemos ainda explorar outras metodologias e características do treinamento para uma melhor compreensão das interferências sobre os estados de humor. Unitermos: Estados de Humor. Intensidade de Treinamento. Voleibol. Adolecentes Mulheres. http://www.efdeportes.com/ Revista Digital - Buenos Aires - Año 10 - N° 80 - Enero de 2005 1 / 1 Introdução Os atletas têm sido levados a regimes de treinamentos cada vez mais intensos. O desafio constante em superar os limites tem elevado a incidência do supertreinamento, tanto nos atletas de alto rendimento quanto nos atletas em formação. Como forma de evitar as conseqüências do supertreinamento, meios cada vez mais eficientes de monitoramento das reações dos atletas às cargas de treinamento têm sido desenvolvidos. Os maiores avanços têm ocorrido nas áreas de fisiologia (testes de limiares fisiológicos), nutrição (suplementação) e materiais esportivos (equipamentos e vestuário), abrangendo nos dias atuais as respostas no sistema gênico. Contudo, a psicologia esportiva ainda carece de estudos mais precisos e seguros sobre a influência decorrente das alterações e oscilações das cargas de treinamento (TERRY, 1995). De acordo com BRANDÃO, RUSSEL e MATSUDO (1993): "existe uma considerável evidência na literatura de que altas exigências de carga física em treinamento e competições esportivas levam a alterações na esfera psicofísica de um atleta, com modificações na sua capacidade de concentração, diminuição da atenção, piora do tempo de reação, modificações no seu estado subjetivo, alterações de humor e alterações imunológicas. Essas modificações podem aumentar bruscamente a quantidade de enfermidades agudas, levar a lesões esportivas e a respostas emocionais mal adaptadas tais como depressão e ansiedade". Neste estudo, vamos nos ater a interferência do treinamento sobre os estados de humor. Assim, o primeiro estudo com este objetivo foi desenvolvido por Morgan, Brown e Raglin (1987) que utilizaram como instrumento o Teste POMS (Profile of Mood States) desenvolvido por McNair, Lorr e Dopplerman (1971) para monitorar 400 nadadores entre 1975 e 1986. O estudo concluiu que há uma interdependência entre a carga aplicada e os estados emocionais, isto é, com o aumento da carga surgiam distúrbios de humor. Em contra-partida, a redução das cargas intensas proporcionava uma melhoria do perfil de humor, comprovando a influência dos meios de treinamento não só sobre as valências físicas, mas também sobre os estados emocionais. Desde então, o teste POMS passou a ser um dos instrumentos mais utilizados e conhecidos para estimar estados emocionais no contexto do esporte e do exercício (PLANTE e RODIN, 1990; BRANDÃO, 1999; LeUNES e BURGER, 2002).