283 The effects of immersion cryotherapy on levels of muscle strength and power Efeito da crioterapia de imersão sobre níveis de força e potência muscular Correspondência: André Luiz Lopes, Laboratório de Pesquisa do Exercício (LAPEX), Rua Felizardo, 750, Jardim Botânico, 90035-003 Porto Alegre RS, Brasil. andregym23@gmail.com Recebido em: 6 de fevereiro de 2020; Aceito em: 27 de julho de 2020. Júlia da Silveira Gross 1 , André Luiz Lopes 1,2 , Renata Lopes Krüger 1 , Gustavo dos Santos Ribeiro 2,3 , Régis Radaelli 1 , Randhall Bruce Kreismann Carteri 1 , Bruno Costa Teixeira 1,4 , Álvaro Reischak-Oliveira 1 . 1. Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, Brasil. 2. Instituto Sul-Brasileiro de Curso e Qualificações, Faculdades QI, Porto Alegre, RS, Brasil. 3. Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, Porto Alegre, RS, Brasil. 4. Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões, São Luiz Gonzaga, RS, Brasil. open acess Como citar: Gross JS, Lopes AL, Krüger RL, Ribeiro GS, Radaelli R, Carteri RBK et al. Efeito da crioterapia de imersão sobre níveis de força e potência muscular. Rev Bras Fisiol Exerc 2020;19(4):283-291. https://doi.org/10.33233/rbfex.v19i4.3925 RESUMO Objetivo: Verificar a influência da crioterapia de imersão na força isométrica e potência de membros inferiores. Métodos: A amostra foi composta por 14 atletas utilizando o modelo de randomização cru- zada. O consumo máximo de oxigênio (VO 2MAX ) foi mensurado durante o teste de esforço. A potência de membros inferiores foi avaliada pelo teste de impulsão vertical e a força pelo pico de torque isométrico da musculatura extensora de joelhos. As avaliações de força e potência foram realizadas em três momentos: (1) em situação basal; (2) após o protocolo de fadiga; e (3) após o protocolo de recuperação: crioterapia ou controle. O protocolo de fadiga consistia em correr na velocidade correspondente a 120% do VO 2MAX até a falha motora. O protocolo de crioterapia foi composto pela imersão dos membros inferiores em tanque com gelo e água (10°c) por 10 minutos. Procedimento semelhante foi adotado para recuperação passiva, exceto pela não adição de água e gelo. Os dados foram analisados no GraphPAD Prism (p<0,05). Resulta- dos: Nossos dados indicam redução de 18% na altura do salto após a crioterapia (33,0±2,8 versus 27,0±2,8 cm; p<0,05) e incremento de 7,1% após a recuperação passiva (32,5±6,4 versus 34,8±2,1 cm; p<0,05). Em re- lação ao pico de torque isométrico, observou-se redução de 3,7% após a crioterapia (295±71 versus 285±68 Nm; p<0,05) e de 9,6% após o repouso passivo (297±73 versus 268±72 Nm; p<0,05). Conclusão: A crioterapia de imersão parece afetar a potência de membros inferiores e auxiliar na recuperação da força isométrica quando comparada a recuperação passiva. Palavras-chave: Fisioterapia, Crioterapia, Recuperação de função fisiológica, Regeneração, Força muscular. ABSTRACT Aim: To verify the influence of immersion cryotherapy on isometric strength and lower limb power of athletes. Methods: The sample consisted of 14 athletes using the cross-randomization model. Maximum oxygen consumption (VO 2MAX ) was measured during the exercise test. The power of the lower limbs was assessed by the jump test and the strength by the peak isometric torque of the knee extensor muscles. The strength and power assessments were carried out in three moments: (1) at baseline; (2) after fatigue protocol; and (3) after recovery protocol. Fatigue protocol was composed by running at a speed correspon- ding to 120% of VO 2MAX until voluntary failure. The cryotherapy protocol consisted of immersing the lower limbs in a tank with ice and water (10°C) for 10 minutes. A similar procedure was adopted for passive re- covery, except for not adding water and ice. Data were analyzed using GraphPAD Prism (p<0.05). Results: Our data indicate an 18% reduction in heel height after cryotherapy (33.0±2.8 versus 27.0±2.8 cm; p<0.05) and an increase of 7.1% after recovery passive (32.5±6.4 versus 34.8 ± 2.1 cm; p<0.05). Concerning the peak isometric torque, a reduction of 3.7% was observed after cryotherapy (295±71 versus 285±68 Nm; p <0.05) and 9.6% after passive rest (297±73 versus 268±72 Nm; p <0.05). Conclusions: Immersion cryotherapy se- ems to affect the power of lower limbs and assist in the recovery of isometric strength when compared to passive recovery. Key-words: Physical therapy specialty, Cryotherapy, Recovery of function, Regeneration, Muscle strength. Artigo Original Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício ISSN Online: 2675-1372 ISSN Impresso: 1677-8510 RBFEx