Anais 2017 19ª Semana de Pesquisa da Universidade Tiradentes. “Matemática para o desenvolvimento da Ciência” 23 a 27 de outubro de 2017 ISSN: 1807-2518 APROVEITAMENTO DE ÁGUA PLUVIAL NO TERMINAL RODOVIÁRIO DE ARACAJU/ SE Givaldo Barbosa da Silva 1 , givaldo.silva@ifs.edu.br; Zacarias Caetano Vieira 1 , zacariascaetano@yahoo.com.br; Sheilla Costa dos Santos 1 , sheilla.costa@ifs.edu.br; Karinne Santiago Almeida Dantas 1 , karinne.dantas@ifs.edu.br; Carlos Gomes da Silva Júnior 2 , cgomes.aju@hotmail.com 1 Instituto Federal de Sergipe/Coordenadoria de Edificações/Aracaju, SE. 2 Instituto Federal de Sergipe/Coordenadoria de Saneamento Ambiental/Aracaju, SE. 3.07.00.00-0Engenharia Sanitária 3.07.03.00-0 Saneamento Básico Introdução. Um número cada vez mais crescente de cidades brasileiras tem se deparado com um quadro de escassez e degradação dos recursos hídricos, aumentando a necessidade de implantação de programas de conservação de água, onde práticas, técnicas e tecnologias propiciem a melhoria da eficiência do seu uso (GONÇALVES; ALVES; ZANELLA, 2006). Dentre as medidas de conservação de água pode-se citar o aproveitamento pluvial para usos não potáveis, que, de acordo com TOMAZ (2000), pode ser dividido em três categorias: consumo residencial, comercial e público. Estudos apontam que a maior demanda ocorre nos vasos sanitários (KAMMERS, 2004), podendo ser atendidos por águas de qualidade inferior. Segundo Camargo e Mendes (2013), o aproveitamento da água de chuva é considerado no mundo como uma forma do uso correto, levando em conta a viabilidade econômica e o respeito ao meio ambiente. Para a ANA (2005), um sistema de aproveitamento de águas pluviais consiste na sua coleta através de áreas impermeáveis como telhados, pátios, ou áreas de estacionamento, sendo, em seguida, encaminhada a reservatórios de acumulação, ou sistema similar, devendo, ou não, passar por unidades de tratamento dependendo de seu destino final. Objetivos. Estimar o potencial de captação de água pluvial da cobertura do Terminal Rodoviário Gov. José Rollemberg Leite em Aracaju-SE, e verificar a possibilidade de atendimento parcial ou total da demanda estimada para descargas de bacias sanitárias. Materiais e Métodos. Inicialmente estimou-se a demanda mensal de água para uso não potável (NBR 15527 - ABNT, 2007), para atender as bacias sanitárias (302,4 m³). Posteriormente, o volume médio mensal captado pelo telhado com base em sua área de cobertura (11.892 m²) e no índice pluviométrico local (INMET/DEAGRO, 2007 apud Fontes et al 2010). Em seguida, verificou-se a possibilidade de atendimento (parcial ou total) dessa demanda com essa captação. Para determinação do volume de chuva, captado pela cobertura, utilizou-se a equação apresentada em Tomaz (2003): Q= A x C x (P I), onde: C é o coeficiente de escoamento superficial, geralmente 0,80; P a precipitação média mensal, em milímetros; I a interceptação da água que molha as superfícies e perdas por evaporação, geralmente 2 mm; A área de coleta, em metros quadrados; Q o volume mensal produzido pela chuva, em litros. Resultados. O volume de água de chuva coletado variou de 398,62 m³ (dezembro) até 2.723,74 m³ (maio), uma média mensal de 1.201,41 m³, superior á demanda estimada em todos os meses do ano. Em escala anual, o volume coletado pela cobertura foi de 14.416,91 m³ e para atendimento das descargas 3.628,80 m³. Conclusões. O volume coletado pela cobertura do terminal foi 3,97 vezes maior do que a demanda estimada, ou seja, pode-se atender até 100% com água de chuva e esse montante excedente de 10.788,11 m³ ser destinado para outros usos, tais como lavagem de piso, de veículos, rega de plantas. Conclui-se assim que, essa tecnologia, pode gerar uma redução significativa do consumo de água potável do sistema público de abastecimento e o volume economizado destinado para usos em que a potabilidade é necessária. Palavras-chave: consumo, descarga, aproveitamento pluvial.