Milho Verde em Sistema Orgânico de Produção, Consorciado com Leguminosas Anuais Luciano R. Queiroz 1 , João Carlos C. Galvão 2 , José Carlos Cruz 3 , Ramon C. Alvarenga 3 , Antonio Marcos Coelho 3 , Maurílio F. de Oliveira 3 , Flávio. D. Tardin 3 e Walter J. R. Matrangolo 3 1 Pós-doutorando UFV/Embrapa, bolsista CNPq, c.p.151, 35701-970, Sete Lagoas-MG, lrodqueiroz@yahoo.com.br , 2 Professor Adjunto, Univ. Federal de Viçosa-MG, 36570-000, jgalvao@ufv.br , 3 Pesquisador A, Embrapa Milho e Sorgo, c.p. 151, 35701-970, Sete Lagoas-MG Palavras-chave: Agroecologia, adubação verde, consórcio, sustentabilidade e Zea mays. A cultura do milho é uma ótima opção para pequenos agricultores devido à remuneração que esta lavoura propicia quando comercializada antes da maturação, no estádio de grãos leitosos. Se cultivado de forma orgânica, alcançará ainda maiores valores, constituindo-se numa importante alternativa aos pequenos produtores devido a maior viabilidade econômica. A importância dessa cultura ainda está relacionada ao aspecto social, pois parte dos produtores brasileiros utiliza baixa tecnologia, não possui grandes extensões de terras, e cultiva para subsistência comercializando o excedente, fator que reflete nas baixas produtividades médias da cultura no país. Após a colheita das espigas verdes, a biomassa restante é muito utilizada para alimentação animal, ainda fresca ou na forma de silagem (Teixeira et al., 2001). Nos últimos anos, tem-se focado o estabelecimento de uma agricultura sustentável, fundamentada na manutenção da produtividade, na redução dos custos de produção, na preservação do ambiente, na diminuição da dependência de insumos externos industrializados e transformando os mecanismos de exploração social. Assim, torna-se necessário utilização de processos microbiológicos, visando ao aumento da disponibilidade de nutrientes, especialmente com relação ao nitrogênio, para o qual a fixação biológica de nitrogênio (FBN) pode ser maximizada (Stamford et al., 1997). A utilização de leguminosas como forma de melhorar a fertilidade natural dos solos tem sido uma prática bastante recomendada nas regiões tropicais, destinadas à produção de alimentos básicos. O processo FBN é a principal fonte de nitrogênio (N) para o crescimento e desenvolvimento das leguminosas. Uma vez que o cultivo de milho é bastante exigente em termos de fertilidade de solo, o uso de fitomassa rica em nutrientes e em grande quantidade poderá ser uma alternativa eficiente e ao alcance dos pequenos agricultores para incrementar a produção de milho verde orgânico e manejar plantas espontâneas, propiciando rentabilidade financeira. Assim, o impacto ambiental será altamente positivo haja vista a não utilização de insumos sintéticos como adubos químicos e herbicidas, os quais podem deixar resíduos no solo e contaminar plantas, cursos d’água e lençóis freáticos. Atualmente, a preocupação com o avanço do processo de degradação instalado em grande parte dos solos brasileiros e com a prevenção da degradação de novas áreas, tem conduzido à necessidade do uso de práticas de adição de matéria orgânica ao solo. A utilização de sistemas conservacionistas (sucessão, rotação e cultivo consorciado) de produção de milho é uma eficiente alternativa ao sistema tradicional (pousio/milho solteiro) em acumular matéria orgânica