XX CONIC IV CONITI VIII JOIC UFPE 2012 AMÉRICA NUESTRA: PRÁTICAS E INTERPRETAÇÕES CINEMATOGRÁFICAS NA AMÉRICA LATINA NOS ANOS DE 1960 Jonas Alexandre do Nascimento 1 ; Paulo Marcondes Ferreira Soares 2 1 Estudante do Curso de Ciências Sociais - CFCH – UFPE; E-mail: jonas.anasc@gmail.com, 2 Docente/pesquisador do Depto de Sociologia – CFCH – UFPE. E-mail: pmarcondes@yahoo.com.br. Sumário: este trabalho dá continuidade ao projeto de pesquisa inciado em 2011 que investiga como a elaboração de uma linguagem ou linguagens autóctones para o cinema latino-americano modificaram o sentido da elaboração fílmica local e da participação social dos cineastas e como reconfiguraram politicamente a criação de imagens alegóricas dos povos latino-americanos a partir de um olhar de dentro, na perspectiva da descolonização da mente, de Frantz Fanon. Assim, a pesquisa buscou abordar a tensão existente entre seus escritos teóricos e suas obras cinematográficas, e, numa perspectiva ampla de estudos de cinema, tomou-os igualmente como objeto de estudo. Nesta etapa, especificamente, a pesquisa voltou-se para a análise do filme La Hora de Los Hornos de Fernando Solanas e Octavio Getino, visto que em etapas anteriores priorizou-se aspectos teóricos e gerais do cinema produzido na América Latina. Palavras–chave: Terceiro cinema; América Latina; Subdesenvolvimento. INTRODUÇÃO A pesquisa, inicialmente, apontou para perspectivas importantes no contexto artístico e intelectual latino-americano do período posterior a Segunda Guerra Mundial. Entre as décadas de 1960 e 1970, a construção de uma identidade latino-americana emergiu entre os discursos nacionalistas locais e entre as disputas das potências mundiais – EUA e URSS –, com vistas a uma autonomia cultural e política do Terceiro Mundo. Nesse cenário, os cineastas latino-americanos intentaram construir novos significados da América Latina e de seus povos, através da mediação de obras cinematográficas e de contextos sociais locais. Já nesta etapa, a pesquisa voltou-se para a análise da trilogia La Hora de Los Hornos (1968) de Fernando Solanas e Octavio Getino. Nesta obra e noutras, vê-se a preocupação com novas imagens para os povos latino-americanos e também novas formas de elaborar os filmes, como oposição ao modo de fazer cinema na Europa, EUA e URSS. Estes dois cineastas acreditavam que através deste cinema poder-se-ia operar uma conscientização política dos problemas da região, o que passava, necessariamente, pela busca de uma autonomia cultural frente ao subdesenvolvimento. MATERIAIS E MÉTODOS A pesquisa se manteve por reuniões periódicas da equipe de trabalho, nas quais se discutiam textos da bibliografia e também filmes, expunham-se as dúvidas e os achados, e se davam os demais encaminhamentos, ou seja, os próximos textos e filmes que deveriam ser lidos e assistidos para as próximas discussões. O Orientador também propunha eventualmente a composição de textos críticos, especialmente sobre os filmes. Os escritos de cunho sociológico, que estavam pré-definidos no projeto do Professor orientador, foram mais fáceis de acessar; os filmes foram obtidos através da internet, por