1 Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP) – Uma proposta inovadora para os cursos de engenharia Clarisse Ferrão Pereira (FBV/FBV-IMIP/PE) clarisse@fbv.br Ricardo Alexandre Afonso (FBV/UFPE) raa4@cin.ufpe.br Maurilio José dos Santos (UFPE/PE) producao@ufpe.br Carlos Augusto Lucena de Araújo (FBV/ESUDA/PE) clucara@terra.com.br Marcio Nogueira (FBV/FSM/PE) marcio.nogueira@terra.com.br Resumo: A implantação de novas metodologias de ensino trazem consigo uma questão-chave: “Por que mudar, se está tudo caminhando tão bem?”. Os modelos tradicionais de ensino tem se mostrado menos eficientes nestas últimas décadas por não terem evoluido concomitantemente a evolução da sociedade. Esta inadequação lança um hiato que, neste novo cenário, globalizado, flexível e de estímulo ao aprendizado contínuo, não mais tem sustentabilidade. Este estudo tem por objetivo sugerir a implementação da metodologia de ensino-aprendizagem conhecida como Aprendizagem baseada em problemas (ABP) em cursos de engenharia tendo como referência estudos já realizados na área. A partir da análise de estudos aplicados, a ABP mostrou-se adequada a qualquer área, mesmo tendo como marco teórico, seu pioneirismo em uma escola médica. Palavras-chave: Aprendizagem baseada em problemas (ABP); Metodologia de ensino; Processo de ensino-aprendizagem; Engenharia. 1. Introdução A partir da década de 80, o cenário mundial se modificou. Desde ponto em diante, novos modelos de gestão e processos de operações de produtos e serviços tiveram que se adequar a nova realidade. A produção enxuta substitui a produção em massa, a competição torna-se global, a estabilidade e previsibilidade abrem espaço para mudanças e incertezas, coletividade sobre o individualismo, processos flexíveis e descentralizados, a motivação modelada por Dilbert é substituída pela competência e profissionalismo e, a educação, deixa de ter como referência um mero diploma, para se tornar continuada, com o indivíduo como o principal responsável por sua formação. Na atualidade, na Era da Inovação, a busca pela melhoria contínua, remete a uma constante insatisfação com o presente, de maneira à sempre desenvolver estímulos, para que organizações e pessoas aperfeiçoem suas habilidades e competências críticas no encontro da excelência. Especificamente na área de formação de conhecimento, o ensino de graduação tem se modificado para adequar-se a esta nova realidade, porém, em alguns domínios, este desenvolvimento caminha a passos curtos. Na formação de graduação em engenharia especificamente, a implementação de novos modelos educacionais estimulantes, participativos, que remetam os estudantes a buscarem soluções para problemas vivenciais, relacionando teoria e prática ainda encontra um hiato. É fato que modificações ocorreram, entretanto, a adequação de novas metodologias de ensino-aprendizagem ainda se defrontam com o modelo tradicional de ensino.