Atas do I Congresso Internacional de Avaliação das Aprendizagens e Sucesso Escolar | 17-18 novembro 2017 120 [22] TESTE EM DUAS FASES, AUTORREFLEXÃO E PENSAMENTO CRÍTICO: UMA PROPOSTA DE AVALIAÇÃO ALTERNATIVA Filomena Pestana Teresa Monteiro Teresa Cardoso LE@D, Laboratório de Educação a Distância e Elearning da Universidade Aberta - Portugal Resumo - A Avaliação, de acordo com as novas Teorias da Aprendizagem, assume-se como um processo complexo no qual se consideram aspetos fundamentais como, por exemplo, contextos familiares e socioeducativos, o envolvimento de atores educacionais, a negociação entre estes e a construção social do conhecimento. Neste sentido, o processo avaliativo entende-se, não como um produto seletivo e certificativo, mas como um instrumento ao serviço das aprendizagens. Pretendemos, então, aferir se, e em que medida, esta abordagem, de avaliação alternativa, nomeadamente pela aplicação do teste em duas fases, se traduz em aprendizagens significativas. Com este intuito, realizámos um estudo, durante um ano letivo, num estabelecimento escolar no distrito de Lisboa, junto de uma turma de alunos do 5.º ano, na disciplina de Língua Portuguesa. Assim, e após a fase de planificação da avaliação, aplicou-se o teste em duas fases, estratégia complementada com práticas de autorreflexão e de pensamento crítico pelos alunos. Metodologicamente, assumiu-se o estudo de caso num paradigma misto. A recolha de dados foi feita em quatro sessões, com recurso a grelhas de observação participante, em equipa, focada e armada, e a um inquérito por questionário. Da análise dos dados, através da estatística descritiva e da análise de conteúdo, evidencia-se uma evolução positiva na classificação obtida na segunda fase do teste e ainda a necessidade de intensificar as práticas de autorreflexão e de pensamento crítico pelos alunos. Introdução Neste texto apresentamos um estudo realizado com uma turma de alunos do 5.º ano de um estabelecimento escolar no distrito de Lisboa, em que procurámos analisar uma proposta de avaliação alternativa, nomeadamente pela aplicação do teste em duas fases. Assim, começamos por considerar os nossos principais referenciais teóricos e metodológicos, seguindo-se a análise e discussão dos dados. Concluímos com as considerações finais, numa síntese dos resultados obtidos. 1. Contextualização Teórica a aprendizagem não é armazenamento de noções mas uma procura, um movimento em espiral, regulado pela avaliação formativa (Fernandes, 1994a:2)