9 o CIDI 9 th Information Design International Conference 9 o CONGIC 9 th Information Design Student Conference Anais do 9º CIDI e 9º CONGIC Luciane Maria Fadel, Carla Spinillo, Anderson Horta, Cristina Portugal (orgs.) Sociedade Brasileira de Design da Informação – SBDI Belo Horizonte | Brasil | 2019 ISBN 978-85-212-1728-2 Proceedings of the 9th CIDI and 9th CONGIC Luciane Maria Fadel, Carla Spinillo, Anderson Horta, Cristina Portugal (orgs.) Sociedade Brasileira de Design da Informação – SBDI Belo Horizonte | Brazil | 2019 ISBN 978-85-212-1728-2 Tipografia sem Limites: tipos vernaculares em Bauru No limits typography: vernacular types in Bauru Vitor Leite Camilo & Ana Beatriz Pereira de Andrade desenho industrial, letreiramentos populares, tipografia, design vernacular A pesquisa tem por objetivo coletar, analisar e realizar curadoria de exemplares a partir de letreiramentos populares encontrados na cidade de Bauru, SP., com foco em três áreas geográficas de perfis socioeconômicos distintos. Também faz parte do projeto a divulgação dos resultados de coleta online, pela rede social Instagram. design, popular letterings, typography, vernacular design This research has the goal of collect, analyse and do the curatorship of popular (or vernacular) letterings found in the city of Bauru, Sao Paulo State, Brazil, focusing on three geographical areas of different socioeconomic profiles. Online publishing of such results is also a part of the project, done via Instagram. 1 Introdução Os letreiros populares, por vezes conhecidos como letras pintadas à mão ou letreiramentos vernaculares, são parte indissociável da cultura popular brasileira. Trata-se da manifestação conhecida pelo público daquilo que consideramos Design popular ou vernacular. Em uma análise histórica, o Design vernacular brasileiro precede sua contraparte oficial ou acadêmica, desembarcada por aqui apenas em 1963, com a criação da ESDI (Escola Superior de Desenho Industrial) no Rio de Janeiro, extremamente influenciada pelas teorias da Bauhaus e da Escola de Ulm. Mesmo sendo parte da multiplicidade de culturas locais que formam o mosaico brasileiro, a produção de Design ‘não-oficial’ sofre de certo preconceito por parte do grande público. A natureza eminentemente popular tende a ser associada a algo mal feito, de baixa qualidade ou de ‘pouca cultura’. Esse panorama começa a mudar consistentemente na década de 90, quando a área acadêmica do Design inicia pesquisas e resgastes de elementos técnicos e humanos referentes ao Design vernacular brasileiro. Neste período, considerando a informatização da produção gráfica, amplia-se a batalha e disputa por espaços de comunicação visual nas ruas brasileiras. Em Bauru, cidade do interior paulista, sede de vários cursos de Design, portanto com forte presença no mapa do Design ‘oficial’, nota-se situação semelhante: projetos de Design vernacular, outrora de grande sucesso e demanda comercial, passaram a perder espaço para a produção informatizada. Neste cenário, identificou-se a oportunidade de dar visibilidade e analisar tecnicamente os exemplares de Design vernacular bauruense. Dessa forma nasceu, ao final de 2018, o projeto intitulado Tipografia sem Limites. 2 Design vernacular: definição, contexto e história De acordo com Cardoso: