NÃOTECIDO ELETROFIADO COM ATIVIDADE ANTI- HEMORRÁGICA PARA TRATAMENTO DE EPISTAXE G. Maestri 1 , R. L. Boemo 2 , A. A. U. de Souza 3 e A. P. S. Immich 1 1 Universidade Federal de Santa Catarina, Campus de Blumenau, curso de Engenharia Têxtil, Blumenau –SC 2 Universidade Federal de Santa Catarina, Hospital Universitário, Departamento de cirurgia, Serviço de Otorrinolaringologia e Fonoaudiologia, Florianópolis - SC 3 Universidade Federal de Santa Catarina, departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos, Florianópolis – SC E-mail para contato: gabriela.maestri@grad.ufsc.br RESUMO – Epistaxe é a perda de sangue pela fossa nasal originada pela ruptura de veias da mucosa do nariz. Dentre os procedimentos utilizados para tratar a epistaxe estão: cauterização, tamponamento com gase e esponjas lubrificadas, aplicação de esteroides nasais (spray), etc. Porém, o simples tamponamento nem sempre é eficaz e a cauterização pode ser prejudicada pela dificuldade de encontrar o ponto de origem do sangramento durante a epistaxe, além de causar grande desconforto ao paciente. Dessa forma, o objetivo deste estudo é propor uma alternativa rápida para tratar casos de epistaxe, que promova o mínimo de efeito colateral e lesão ao paciente. Assim, para controlar a epistaxe, propõe-se um tampão produzido de um tecido nãotecido eletrofiado de Poli(L-ácido láctico) funcionalizado com um agente anti-hemorrágico (ácido tranexâmico) que deverá ser utilizado para tamponar a fossa nasal durante epistaxe. Para a produção do nãotecido foi utilizada a técnica de eletrofiação,cujos parâmetros como vazão de alimentação do polímero, voltagem aplicada e distância entre agulha e coletor foram otimizados para o polímero estudado.. Os nãotecidos produzidos foram analisados por microscopia eletrônica de varredura e os resultados mostram a uniformidade das fibras produzidas, com baixa porosidade e regularidade de diâmetros. Com este dispositivo, pretende-se facilitar a o tratamento de epistaxe sem a necessidade de uma intervenção cirúrgica. 1. INTRODUÇÃO Epistaxe, uma das principais urgências na otorrinolaringologia, é a perda de sangue pela fossa nasal oriunda do rompimento de veias da mucosa do nariz, conforme Anikko (2010). Com base em Faistauer (2009), episódios de epistaxe acontecem geralmente em crianças maiores de 2 anos, e em idosos com idades entre 70 a 79 anos, e tem ocorrência de aproximadamente 30 pessoas para cada 100.000 habitantes. A epistaxe é classificada clinicamente em dois tipos: anterior e posterior. A maioria dos casos ocorre do tipo anterior, apresentando sangramento moderado, enquanto a epistaxe do tipo posterior é mais grave e na maioria das vezes necessita de medidas mais severas.