Monções: Revista de Relações Internacionais da UFGD, Dourados, v.2. n.3, jul./dez., 2013 Disponível em: http://www.periodicos.ufgd.edu.br/index.php/moncoes 212 O CONSELHO DE DEFESA SUL-AMERICANO DA UNASUL E A POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA: HÁ ESPAÇO PARA “HEGEMONIA CONSENSUAL” DO BRASIL? THE SOUTH AMERICAN DEFENSE COUNCIL OF UNASUR AND THE BRAZILIAN FOREIGN POLICY: IS THERE ROOM FOR “CONSENSUAL HEGEMONY” FROM BRAZIL? ANDRÉ PIMENTEL FERREIRA LEÃO Mestrando em Ciência Política (UNICAMP) E-mail: andre087@yahoo.com.br CRISTIANO MORINI Professor da Faculdade de Ciências Aplicadas da UNICAMP Doutor em Engenharia de Produção (UNIMEP) E-mail: cristiano.morini@fca.unicamp.br RESUMO: A política externa brasileira do governo Rousseff para a América do Sul, em relação ao governo Lula, é marcada por algumas mudanças; no entanto o objetivo da projeção da liderança do Brasil na região mantém-se e relaciona-se com a eficiência brasileira em disseminar ideias nos mecanismos de integração regionais, como o Conselho de Defesa Sul-americano da UNASUL. O artigo analisa o conceito de hegemonia gramsciana, que enfatiza a importância das ideias, e aplica-as à atuação e ao exercício da liderança ideológica do Brasil na América do Sul e no Conselho. Como resultado dessa análise, observa-se que o Brasil exerce uma “hegemonia consensual” em função do seu perfil de liderança, que envolve, essencialmente, a difusão de suas ideias e o predomínio de meios de negociação não impositivos e não coercitivos, diferentemente de uma perspectiva neorrealista das relações internacionais. Palavras-chave: Hegemonia; Política Externa; Conselho de Defesa Sul- Americano.