179 InCID: R. Ci. Inf. e Doc., Ribeirão Preto, v. 1, n.1, p. 179-183, 2010. ENTREVISTA Jim Garrison Dos três grandes nomes do pragmatismo americano, Charles Peirce (1839-1914), John Dewey (1859-1952) e William James (1898-1944), a Biblioteconomia e Ciência da Informação vem tendo familiaridade há mais tempo com James, através do livro sobre as bibliotecas e a organização do conhecimento, de Jesse Shera - Libraries and organization of libraries de 1965. Mas Charles Peirce tem recebido maior atenção dos cientistas da informação brasileiros, ultimamente, talvez porque a questão dos signos esteja mais diretamente relacionada com o registro e a recuperação da a informação, ela mesma entendida como signo documentário. John Dewey é o filósofo mais conhecido do campo educacional e não seria descabido dizer que William James é um autor bastante estudado na área de psicologia. Dewey passou a integrar a área informacional através dos trabalhos de Birger Hjørland em várias oportunidades sendo a mais conhecida, a sua noção de domínio; o universo do conhecimento abrangeria diversos domínios, de acordo com a idéia deweyniana do pluralismo na constituição do social. Se tivéssemos que definir o pragmatismo americano de maneira rápida, diríamos que a experiência está na base das teorizações praticadas pelos três filósofos, embora cada um terá sua maneira própria de entender a experiência. O professor Jim Garrison (Virginia Polytechnic Institute/Blacksburg – EUA) esteve no campus da USP de Ribeirão Preto entre os dias 2 a 6 de agosto deste ano, a convite do Grupo de Pesquisa Retórica e Argumentação na Pedagogia, coordenado pelo professor Marcus Vinicius da Cunha, docente do Departamento de Psicologia e Educação da FFCLRP-USP. Jim Garrison é um dos mais destacados pensadores de Filosofia e da Filosofia da Educação da atualidade. Agradecemos ao professor Marcos Vinicius da Cunha, a gentileza de colocar a InCID: Revista de Ciência da Informação e Documentação em contato com o prof. Garrison. InCID: Prof. Garrison, we are an information science course here at USP-Ribeirão, with a subfield called Knowlege Organization, where documentary languages like thesaurus or bibliographic classification codes are artifacts built according to user’s interests. Could you say something about knowledge organization in the context of deweyan pragmatism, especially his concept of interest? Jim Garrison: Perhaps it is best to begin by noting that Dewey uses the term “intellectualism” as an indictment of the idea that all experiencing is a mode of knowing or that all experience can be reduced to cognition. Our primary relation to reality is not a