JAMES RON James Ron ocupa a cátedra Stassen de Relações Internacionais da Faculdade de Humphrey e do Departamento de Ciência Política na Universidade de Minnesota. Ele coordena as Human Rights Perceptions Polls (Pesquisas sobre Percepções de Direitos Humanos), é professor afiliado do Center for Economic Research and Teaching (CIDE, na sigla em espanhol) no México e fundou o fórum on-line multilíngue openGlobalRights, destinado aos estrategistas de direitos humanos. E-mail: jamesr@umn.edu DAVID CROW David Crow é professor pesquisador (professor assistente) do CIDE, no México, onde coordena a pesquisa Americas and the World (Américas e o Mundo). Ele desenvolve pesquisas sobre política mexicana, democracia, direitos humanos, migração e relações internacionais, além de lecionar sobre esses tópicos e métodos de pesquisa estatísticos. E-mail: david.crow@cide.edu SHANNON GOLDEN Shannon Golden possui doutorado em Sociologia pela Universidade de Minnesota, onde tem como foco de pesquisa a reconstrução da comunidade de Uganda no período pós- guerra. Atualmente, ela é pesquisadora em pós-doutorado do projeto Human Rights Perceptions da Faculdade de Relações Públicas de Humphrey na Universidade de Minnesota. E-mail: golde118@umn.edu RESUMO Após décadas de mobilização e sensibilização, quão familiares aos direitos humanos são as pessoas comuns, e como essa familiaridade é moldada pelo status socioeconômico? Iremos explorar estas questões com os novos dados das Human Rights Perceptions Polls (Pesquisas sobre Percepções de Direitos Humanos), pesquisas representativas realizadas em quatro países. Os resultados apontam que a exposição pública ao termo “direitos humanos” é elevada na Colômbia, no México e em partes do Marrocos, mas mais moderada em Mumbai (Índia) e nos seus arredores. Os índices de contato pessoal da população com ativistas, defensores e voluntários de direitos, no entanto, são muito mais limitados. Além disso, para ambos indicadores, o status socioeconômico é um prognóstico estatisticamente signifcativo. As pessoas com níveis de educação mais altos, mais ricas, que residem em áreas urbanas e têm acesso à Internet também tendem a ser mais familiarizadas com o termo “direitos humanos”, e ter conhecido uma pessoa que trabalhe com direitos humanos, seja ativista ou voluntário. Estes resultados devem chamar a atenção de estrategistas de direitos humanos, dedicados a promover relações com os mais necessitados. Para enfrentar esse desafo, os grupos de direitos humanos devem desenvolver modelos de engajamento e mobilização de recursos de orientação mais popular. Original em inglês. Traduzido por Fernando Sciré. Recebido em abril de 2014. PALAVRAS-CHAVE Pesquisa de opinião pública – Direitos humanos – Opinião pública – Marrocos – México – Índia – Colômbia – Elites – Organizações Populares 342 ■ SUR - REVISTA INTERNACIONAL DE DIREITOS HUMANOS Este artigo é publicado sob a licença de creative commons. Este artigo está disponível online em <http://conectas.org/pt/acoes/sur>.