Anais do I CoBICET - Trabalho completo Congresso Brasileiro Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia Evento online 31 de agosto a 04 de setembro de 2020 TERMOGRAFIA INFRAVERMELHA: NOVA TECNOLOGIA NA AVALIAÇÃO DA DOR Márcio Alves Marçal 1 , Rayane de Araujo Oliveira 1 , Ellen Cristina D. Alves Batista 1 , Tatiele de Jesus Lourenço 1 , Odaléa Simões A. Andrade 2 , Isabel de Oliveira Soares 2 1 Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri (UFVJM), Diamantina, Brasil (marcio@nersat.com.br) 2 Universidade Federal do Pernambuco (UFPE), Pernambuco, Brasil Resumo: O Objetivo deste trabalho foi de avaliar o uso da Termografia Infravermelha na identificação de quadro de queixa de dor associado as alterações funcionais registras nas imagens termograficas. Um total de 80 pacientes foram avaliados usando questionário de dor e imagens termograficas dos locais de queixa e 124 locais de queixa foram avaliados com um acerto de 81% das imagens. As variáveis apresentaram índice de correlação entre elas com nível de significaria P>0,05. A escala EVA teve uma intensidade de correlação moderada com a ∆T (r = 0,56). Palavras-chave: Dor; Termografia Infravermelha; Avaliação da dor; Tecnologia. INTRODUÇÃO A dor é uma sensação subjetiva e cada indivíduo aprende e utiliza este termo a partir de suas experiências. É um fenômeno multidimensional, e, caracterizá-la como tal significa observar e avalia-la nas suas várias dimensões: neurofisiológica, psicossocial, cognitivo-cultural, e sensorial (Bottega e Fontana, 2010). A dor é a principal causa de absenteísmo, licenças médicas, aposentadorias por doença, indenizações trabalhistas e baixa produtividade no trabalho, listada como uma das principais causas do sofrimento humano, a dor provoca: incapacidades, comprometimento da qualidade de vida e sérias repercussões psicossociais e econômicas, o que a torna um grave problema de saúde pública. Dados epidemiológicos do Ministério da Saúde indicam que aproximadamente 80% da demanda dos usuários pelos serviços de saúde são motivadas pela dor, sendo, a dor crônica responsável por 30 a 40% da demanda. (Ministério da Saúde, 2002). Na prática clínica a avaliação quantitativa da dor é algo desafiador e subjetivo, devido a seu componente emocional, que sofre influências de fatores psicológicos que geram uma resposta única para cada indivíduo (Mccaffery e Beebe, 1989). Por isso, tem sido um grande desafio a mensuração da dor, pois é entendida como uma experiência de percepção complexa, individual e subjetiva que pode ser quantificada apenas indiretamente (Marçal et al., 2016). Os métodos mais utilizados para avaliação da dor são as descrições verbais ou escritas, como as escalas de dor, entrevistas e diários de dor que permitem a compreensão da subjetividade do paciente e de diversas outras variáveis não acessadas pelos dois outros métodos (Scopel et. al., 2007). A Escala Visual Analógica de dor (EVA) é um instrumento onde os pacientes avaliam a sua dor em uma escala numérica de 0 a 10, com 0 representando "nenhuma dor" e 10 "a pior dor imaginável” (Scopel et al., 2007). É um método muito usado porem as informações coletadas são subjetivas (Souza e Silva 2005). A termografia infravermelha é uma nova tecnologia que esta sendo usada para quantificar a queixa de dor dos pacientes (Marçal et al, 2016; Fichel, 1986) A termografia infravermelha é um procedimento não invasivo, que não envolve radiação ionizante (Santos, 2014) e é utilizada como uma ferramenta eficaz para o diagnóstico de várias doenças (Brioschi et al., 2005), dada a sua eficiência em: capturar o calor produzido pelo corpo humano, que é invisível a olho nu e detectar mudanças térmicas, captando as imagens infravermelhas e organizando-as em um mapa térmico (Marçal et. al., 2016). Devido ao controle neurovegetativo, uma área cutânea do corpo é capaz de modificar sua resposta à dor e produzir uma energia térmica que é relacionada ao fluxo vascular o que pode resultar em maior ou menor radiação infravermelha no local (Brioschi et al., 2005). Pessoas com queixas de dor apresentam imageamento infravermelho anormais devido a alterações vasomotoras. As alterações presentes nas imagens feitas através da termografia estão mais relacionadas à funções fisiológicas do que com a morfologia em si, o que mostra a capacidade da termografia de rastrear a presença de dor antes mesmo que a lesão se encontre instalada (Marçal, et al., 2016). Estas informações reforçam a importância de se estudar novas tecnologias que possam gerar