Enfermería Global Nº 51 Julio 2018 Página 40 ORIGINALES Disfunções do assoalho pélvico em primíparas após o parto Disfunciones del suelo pélvico en mujeres primíparas después del parto Pelvic floor dysfunctions in primiparous women after birth Sonia Maria Junqueira Vasconcellos de Oliveira 1 Adriana de Souza Caroci 2 Edilaine de Paula Batista Mendes 3 Sheyla Guimarães de Oliveira 4 Francine Penha Silva 5 1 Professora Associada. Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Psiquiátrica, Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil. 2 . Professora Doutora. Curso de Obstetrícia, Escola de Artes, Ciências e Humanidades, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil. 3 .Mestre em Ciências, Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo. Enfermeira Obstétrica, Hospital Santa Bárbara, Santa Bárbara d’Oeste, São Paulo. Brasil. 4 .Enfermeira Obstétrica. Mestranda do Programa Pós-Graduação em Enfermagem da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, SP, Brasil. 5 .Enfermeira Obstétrica. Residente do Programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo, SP, Brasil. E-mail: soniaju@usp.br http://dx.doi.org/10.6018/eglobal.17.3.292821 Submissão: 01/05/2017 Aprovação: 24/09/2017 RESUMO: Objetivo: Estimar a prevalência de infecção do trato urinário (ITU), incontinência urinária (IU), incontinência anal (IA) e dispareunia em mulheres primíparas e identificar associação entre a dispareunia e IU com o tipo de parto. Método: Estudo observacional prospectivo realizado com 96 puérperas (72 de partos normais e 24 cesarianas) com dois e seis meses após o parto. Os dados foram coletados por meio de cartões de pré-natal, prontuários e entrevistas entre janeiro e agosto de 2014 no Centro do Parto Normal do Pronto Socorro e Maternidade Municipal Zoraide Eva das Dores, localizado no Município de Itapecerica da Serra, São Paulo, e em Unidades Básicas de Saúde do município referido e dos Municípios de Juquitiba, São Lourenço e Embú-Guaçú. Resultados: Na gravidez, 52,1% das mulheres referiram ITU e 30,2% delas, IU. No segundo e no sexto mês pós-parto, as prevalências encontradas foram: 4,2% e 11,8% de ITU; 17,7% e 11,8% de IU; 8,4% de IA (6,3% de incontinência de flatos e 2,1% de fezes) e 2,0% (apenas incontinência de flatos; não houve incontinência de fezes); e 48,1% e 17,8% de dispareunia, respectivamente. Não houve associação estatística entre o tipo de parto e a dispareunia e a IU (p=0,742 e p=0,738; respectivamente).