>>Atas CIAIQ2015 >>Investigação Qualitativa em Saúde//Investigación Cualitativa en Salud//Volume 1 421 A vivência de pessoas em sofrimento mental e alunos de enfermagem em oficina de música The experience of people with mental distress and nursing students in music workshop Raphael Lobo Resende, Ligia Maria Maia de Souza, Roselma Lucchese, Ivânia Vera Departamento de Enfermagem, Instituto de Biotecnologia Universidade Federal de Goiás Regional Catalão Catalão, Brasil rafaellob@gmail.com, ligiamms@live.com, roselmalucchese@hotmail.com , ivaniavera@gmail.com Paulo Alexandre de Castro Departamento de Física, Instituto de Física e Química Universidade Federal de Goiás Regional Catalão Catalão, Brasil padecastro@gmail.com Lisete dos Santos Mendes Mónico Universidade de Coimbra, Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação Coimbra, Portugal lisete.monico@fpce.uc.pt Resumo Este artigo pretende expor as experiências de integrantes e discentes no contato com o uso da música e suas potencialidades em grupos terapêuticos desenvolvido em um Centro de Atenção Psicossocial e refletir sobre a conquista de espaço pela música, como opção terapêutica viável para ressocialização e valorização da autoestima de usuários deste serviço. Foram desenvolvidos 10 encontros, com duração de 1 hora e participação de profissionais do serviço, discentes e cerca de 8 a 10 usuários do serviço. Foi utilizado o diário de campo como forma de obtenção de dados, por meio da análise de conteúdo temática e das observações dos coordenadores identificaram-se duas vertentes: superando as resistências e lidando com os sentimentos, com as dificuldades do dia-a-dia e com os sintomas do transtorno mental. Consideramos que trabalhar com aspectos emocionais propiciou uma melhor qualidade de vida aos participantes. Palavras-chave: Saúde mental; Música; Psicoterapia de grupo. Abstract This article is to present the experiences of participants and students in contact with the use of music and their potential in therapeutic groups developed in a Psychosocial Care Center and reflect on the conquest of area for music, a viable treatment option for rehabilitation and enhancement of self-esteem of users of this service. Have been made 10 meetings, lasting 1 hour and participation by service professionals, students, and about 8-10 users of the service. We used a field diary in order to obtain data, through thematic content analysis and the observations of the coordinators identified two currents: overcoming the resistances and dealing with feelings, with the difficulties of day-to-day and the symptoms of mental disorder. We consider that working with emotional aspects provided a better quality of life for participants. Keywords: Mental Health; Music; Psychotherapy, Group. I. INTRODUÇÃO As oficinas terapêuticas representam um instrumento importante de integração e inserção dos indivíduos, a ponto de trabalharem com estes a coletividade, respeito mútuo, diversidade e capacidade individual [1]. Dentre diversas razões que a grupoterapia juntamente com a musicoterapia devem ser consideradas, contam-se: 1) a ansiedade diminuída devido ao convívio social; 2) o desenvolvimento de resocialização; 3) o cultivo de novas amizades; 4) a absorção de angústias, confusão existencial e fantasias, através do grupo, que funciona como um “continente” [2]. Refira-se o grande avanço e conquista de espaço que estas terapias têm tido recentemente. Abordar a importância de grupos como oferta de novas concepções e entendimento sobre o sujeito-coletivo, buscar uma atenção integral e produção de autonomia são bases de comum valor no que tange a abordagem e potência terapêutica de um grupo [3]. A área de atuação da musicoterapia tem uma gama extensa, podendo assim beneficiarem-se desde crianças em centros pediátricos até aos idosos. Por ser uma intervenção de baixo-custo, não medicamentosa e não invasiva, é vista como uma ótima opção de recurso na área da saúde. Para o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) onde esta investigação se desenrola, agrega uma maior importância, devido à necessidade de cada vez maior de se trabalhar com gastos menores e alcance do maior eco terapêutico possível [4].