5 A extensão universitária na Agenda 2030 da ONU Naira Christofoletti Silveira A Revista 'Raízes e Rumos' em seu v. 5, n. 1 (2017), apresenta como temática “A extensão universitária na Agenda 2030 da ONU” que abarca os 17 objetivos para transformar o nosso mundo: 1 - Erradicação da pobreza; 2 - Fome e agricultura sustentável; 3 – Saúde e bem-estar; 4 – Educação de qualidade; 5 – Igualdade de gênero; 6 – Água potável e saneamento; 7 – Energia limpa e acessível; 8 – Trabalho decente e crescimento econômico; 9 – Indústria, inovação e infraestrutura; 10 – Redução das desigualdades; 11 – Cidades e comunidades sustentáveis; 12 – Consumo e produção responsáveis; 13 – Ação contra a mudança global do clima; 14 – Vida na água; 15 – Vida terrestre; 16 – Paz, justiça e instituições eficazes; 17 - Parcerias e meios de implementação. (ONU, 2015, p. [1]). Ao ler a Agenda 2030 e os objetivos para se transformar o nosso mundo, é possível fazer a relação destes com as cinco diretrizes que devem orientar a formulação e implementação das ações de extensão, pactuadas e defendidas pelo Fórum de Pró- Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileira (2012): 1) Interação dialógica, 2) Interdisciplinariedade e interprofissionalidade, 3) Indissociabilidade ensino-pesquisa- extensão, 4) Impacto na formação do estudante, e 5) Impacto e transformação social. Neste contexto, a Agenda 2030 e a extensão universitária juntas têm muito a contribuir para o melhor desenvolvimento humano, especialmente no Brasil que enfrenta um momento de grande turbulência política, educacional e econômica. Sobre o momento político, muitas ações colocadas em prática atualmente transformam o presente no passado e preconizam um cenário de retrocesso no futuro. Sobre o educacional, é visível a situação precária do ensino, culminando com o abandono das universidades públicas, especialmente as do Estado do Rio de Janeiro. Sobre o econômico, aumenta a concentração de renda e a pobreza afeta cada vez os mais pobres. No que se refere às crianças e adolescentes, como revela “A Criança e o adolescente nos ODS – Marco zero dos principais indicadores brasileiros”, uma publicação recente da Fundação Abrinq (2017), os indicadores apontam grandes diferenças entre os estados brasileiros, como o nível de pobreza e o percentual de crianças com baixo peso. EDITORIAL Raízes e Rumos, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 05-07, jan./jun. 2017