Avaliação Genética de Procedências e Progênies de Erva-Mate Nativa (Ilex paraguariensis St. Hil.) no Estado de Mato Grosso do Sul. Wagner José Martins (1) ; Reginaldo Brito da Costa (2) ; Marcos Deon Vilela de Resende (3) ; Paulo de Souza Gonçalves (4) ; Adriana Gonela (5) Resumo. O presente estudo objetivou avaliar a variabilidade genética de procedências e progênies de erva-mate nativa (Ilex paraguariensis St. Hil.) em fase inicial de crescimento no município de Aral Moreira – MS. O teste de procedência e progênie, foi instalado no viveiro de mudas da Fazenda Rancho Esperança localizada no município de Aral Moreira, sob o delineamento de blocos ao acaso com 3 procedências (populações), 25 tratamentos (progênies) de cada uma das procedências, 5 repetições (blocos) e 4 plantas por parcela. Aos 5 meses de idade, as progênies foram avaliadas quanto aos caracteres: a) altura total das plantas, expressas em centímetros; b) diâmetro do coleto, expresso em milímetros; e c) número de lançamentos foliares. Os resultados demonstraram haver variabilidade genética, e as herdabilidades individuais e de médias de progênies obtidas, estimulam o monitoramento continuado das procedências e progênies no campo, com perspectivas de maximizar o ganho genético na seqüência das avaliações. Introdução. A erva-mate (Ilex paraguariensis St. Hil.), a espécie mais comumente utilizada do gênero, pertence à família Aquifoliaceae com cerca de 600 espécies. Destas, 220 são nativas da América do Sul e 68 ocorrem no Brasil (Scherer, 1997; Sturion e Resende, 1997). Pode-se considerar a erva-mate como dióica, onde nas plantas femininas encontram-se estames não funcionais e, nas masculinas o pistilo se deprime e aborta (Ferreira, et al., 1983). A cultura constitui uma excelente opção de geração de emprego e de renda, especialmente entre os pequenos e médios produtores rurais. Ela forma um dos sistemas agroflorestais mais característicos da região sul do Brasil, sendo produzida em aproximadamente 600 empresas e 180 mil propriedades rurais, rendendo anualmente mais de R$ 150 milhões (Rodigheri, 1995). É uma espécie perene bastante apreciada em todo o Brasil na forma de bebidas, insumos para alimentos, produtos de uso e higiene pessoal. No Brasil a maior parte da produção é extrativista, demonstrando que a atividade ainda é muito dependente dos ervais nativos. Nesse sentido, os testes de procedências e progênies, instrumentos importantes para o trabalho do melhorista, têm sido usados na estimativa de parâmetros genéticos e seleção de indivíduos, quando se procura avaliar a magnitude e a natureza da variância genética disponível, com vistas a quantificar e maximizar os ganhos genéticos, utilizando-se procedimento de seleção adequado (Resende et al., 2000). O estudo objetivou avaliar a variabilidade genética entre procedências e progênies de erva-mate nativa (I. paraguariensis st. Hil.) em fase inicial de crescimento no município de Aral Moreira – MS. Material e Métodos. As sementes de erva-mate foram coletadas de três procedências nos municípios de Ponta Porã, Aral Moreira e Laguna Carapã, localizados em área de fronteira entre Brasil e Paraguai, na região sudoeste do Estado de Mato Grosso do Sul. De cada procedência, foram coletadas sementes de 25 matrizes nativas de polinização aberta. O município de Ponta Porã, está localizado a 22°32`09``S e 55°43`33``W, com 655m de altitude, tipo de solo predominante Latossolo Vermelho Escuro. O município de Aral Moreira localiza-se a 22°55`95``S e 1 Universidade Estadual de Maringá (UEM), Programa de Pós-Graduação em Genética e Melhoramento - Doutorando, Campus Universitário, Av. Colombo, 5790, CEP 87020-900, Maringá (PR). E-mail: martinswj@hotmail.com 2 Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Faculdade de Engenharia Florestal. Programa de Mestrado em Ciências Florestais e Ambiental. Av. Fernando Corrêa, s/n, 78060-900, Cuiabá (MT). E-mail: reg.brito.costa@gmail.com 3 Embrapa – Centro Nacional de Pesquisa de Florestas (CNPF), Caixa Postal 31, 83411-000 Colombo (PR). E-mail: marcos.deon@gmail.com. 4 Programa Seringueira - Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Caixa Postal 28, 13001-970 Campinas (SP). E-mail: paulog@iac.sp.gov.br . 5 Universidade Estadual de Maringá (UEM), Programa de Pós-Graduação em Genética e Melhoramento, Campus Universitário, Av. Colombo, 5790, CEP 87020-900, Maringá (PR). E-mail: adrianagonela@uol.com.br