ENZIMAS CELULOLÍTICAS DE T. REESEI NA HIDRÓLISE ENZIMÁTICA DE BIOMASSA SOB EFEITOS DA SONICAÇÃO DIRETA E INDIRETA J. M. GASPAROTTO 1 ; L. B. WERLE 2 ; M. A. MAINARDI 2 ; M. A. MAZUTTI 3 ; S. L. JAHN 3 1 Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Pós graduação em Engenharia de Química 2 Universidade Federal de Santa Maria, Curso de Engenharia Química 3 Universidade Federal de Santa Maria, Departamento de Engenharia Química E-mail para contato: jmgasparotto@gmail.com RESUMO – Neste trabalho foi estudada a hidrólise enzimática de bagaço de cana não tratado sob sonicação direta e indireta utilizando enzimas celulolíticas de T. reesei produzidos por fermentação em estado sólido. Hidrólises foram realizadas utilizando um sistema de sonda ultrassônica de alta intensidade de 400 W e 24 kHz. As variáveis investigadas foram amplitude de oscilação, o ciclo e concentração de enzima. Os rendimentos máximos de hidrólise foram 31.3 g.kg -1 e 60.6 g.kg -1 sob sonicação direta e indireta, respectivamente. A condição otimizada obtida para a hidrólise de sonicação indireta foi a concentrações de enzima maior que 209,5 μl.g -1 , sob irradiação de ultrassom contínua e amplitude de oscilação de 20%, que corresponde a uma fonte de ultrassom de 60 W.cm -2 . A irradiação ultrassom indireta demonstrou ser uma tecnologia mais promissora para ser utilizado em reação enzimática devido a seus efeitos mais positivos sobre o rendimento de hidrólise. 1. INTRODUÇÃO O constante aumento do custo de combustíveis fósseis, aliado à grande geração de gases causadores do efeito estufa gerado pela queima dos mesmos vem causando uma grande preocupação mundial e gera uma necessidade do desenvolvimento de biocombustíveis mais baratos e menos nocivos ao meio ambiente. Uma alternativa que vem sendo amplamente estudada nos últimos anos é a produção de biocombustíveis a partir de biomassa lignocelulósica, especialmente àquelas provenientes de resíduos agroindustriais, extremamente abundantes em países com larga extensão territorial como é o caso do Brasil (Soccol et al., 2010). As matérias primas lignocelulósicas são bastante promissoras, pois são naturais, abundantes e renováveis, e o etanol produzido a partir desses materiais pode ser uma potencial fonte de combustíveis em longo prazo (Goh et al., 2010). Dentre as possíveis rotas tecnológicas para a produção de etanol de segunda geração, proveniente de resíduos lignocelulósicos, a rota enzimática vem ganhando uma maior atenção da comunidade acadêmica devido a suas condições mais brandas de operação e a mínima formação de subprodutos (Soccol et al., 2010). Apesar dos esforços, a produção comercial de etanol lignocelulósicos em larga escala ainda não é uma realidade, principalmente devido aos altos custos inerentes das enzimas celulolíticas usadas na etapa inicial de hidrólise da matéria Área temática: Processos Biotecnológicos 1