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Peste Equina
Africana
Perdesiekte,
Pestis Equorum,
Peste Equina,
African horse sickness
Última Atualização:
Fevereiro de 2015
Importância
A peste equina africana (PEA) é uma enfermidade viral transmitida por
artrópodes de equídeos, com uma taxa de mortalidade que pode chegar a 95% em
algumas espécies como os cavalos. Atualmente, o vírus da PEA (VPEA) é endêmico
apenas na África, contudo, existem vetores fora desta área e os animais ou vetores
infectados podem transportar o vírus para regiões livres de PEA. O potencial de
disseminação é particularmente elevado em animais que tendem a desenvolver
infecções leves ou subclínicas, tais como zebras (Equus burchelli), burros ou cavalos
com baixa imunidade. Uma extensa epidemia de 1959-1961 afetou o Oriente Médio e
algumas regiões da Ásia, bem como na África e estima-se ter sido responsável pela
morte de 300.000 equídeos. Um surto na Espanha durou de 1987, quando o vírus foi
introduzido por zebras importadas, a 1990, e se espalhou para Portugal e Marrocos.
Na África, vários sorotipos do VPEA foram recentemente identificados em algumas
áreas onde apenas um sorotipo havia sido encontrado anteriormente. Embora as
vacinas estejam disponíveis, a proteção cruzada entre os sorotipos é limitada e a
introdução de um novo sorotipo em uma área pode resultar em surtos.
Etiologia
A peste equina africana resulta da infecção pelo vírus da peste equina africana
(VPEA), um membro do gênero Orbivirus, da família Reoviridae. Existem nove
sorotipos deste vírus, alguns com proteção cruzada (como os sorotipos 6 e 9),
enquanto outros não.
Espécies afetadas
Equídeos, incluindo os cavalos, burros, mulas e zebras são os principais
hospedeiros do VPEA; no entanto, este vírus também é conhecido por afetar cães.
Entre os equídeos, as infecções mais graves ocorrem em cavalos e mulas, os quais são
apontados como hospedeiros acidentais. As zebras, frequentemente assintomáticas,
são consideradas reservatórios naturais na maioria das regiões da África.
Anticorpos para VPEA foram identificados em outras espécies, embora haja
divergências entre alguns estudos. As espécies soropositivas incluem vários
carnívoros selvagens, como hienas (Crocuta crocuta), chacais (var Canis spp.), cães
selvagens africanos (Lycaon pictus), guepardos (Acinonyx jubutus), leões (Panthera
leo) e genetas grandes (Genetta maculata), que podem ser expostos alimentando-se de
zebras infectadas. Alguns autores relataram que os carnívoros podem ter anticorpos
contra sorotipos do VPEA (por exemplo, sorotipo 4) que não são necessariamente
comuns entre equídeos na área. Há também relatos de herbívoros soropositivos,
incluindo dromedários (Camelus dromedarius), ovelhas, cabras, elefantes africanos
(Loxodonta africana), rinoceronte-negro (Diceros bicornis) e rinoceronte-branco
(Ceratotherium simum). As tentativas para estabelecer infecções experimentais
resultaram em soroconversão sem evidência de replicação viral em elefantes
africanos, e soroconversão em hienas, enquanto que em visões (Mustela vison) não
houve soroconversão ou replicação viral. A importância dos animais soropositivos
ainda não é clara, e não há outros animais além dos equídeos com importância na
manutenção ou amplificação do VPEA.
Potencial zoonótico
A Peste Equina Africana não é uma enfermidade zoonótica.
Distribuição geográfica
A peste equina africana é endêmica na África subsaariana. O sorotipo 9 é
difundido na região, enquanto os sorotipos 1 a 8 ocorrem em áreas limitadas. A maior
diversidade de vírus tem sido relatada no sul e leste da África. Alguns sorotipos
recentemente causaram surtos em países onde não haviam sido encontrados
anteriormente. Em particular, os sorotipos 2, 4, 6, 7 e 8 foram detectados em regiões
onde apenas o sorotipo 9 era comum. Surtos de Peste Equina Africana ocorreram
fora da África no Oriente Médio, na região do Mediterrâneo da Europa e partes da
Ásia (no subcontinente Indiano). Embora todos os surtos, até o momento, tenham sido
erradicados, o VPEA conseguiu persistir durante anos em algumas áreas.