A MEMÓRIA CORPORAL DO IDOSO: UMA EDUCAÇÃO PARA VITALIDADE Pierre Normando Gomes da Silva 1 , Sandra Barbosa da Costa 2 , Guilherme Barbosa Schulze 3 , Dafne Souto Macedo 4 , Eliseu Rossini Farias Dantas 5 , Pollyana Oliveira Formiga de Carvalho 6 , Clécia Rodrigues Fernandes Ribeiro 7 José Mauricio Figueiredo Júnior 8 Resumo: Este trabalho consiste nos primeiros resultados, obtidos em seis meses de execução, do Projeto: “Experiência Sensorial e Aprendizagem do corpo: interface educação-saúde com idosos”. O objetivo é ajudar a devolver ao corpo do idoso, sua função de lugar fundamental de prazer, e contribuir para a educação e para o cuidar da saúde comunitária. A base teórico-metodológica é a corporeidade. Pesquisa participante, concretizada numa prática educativa semanal, num grupo de idosos do programa PAPI da Prefeitura Municipal de João Pessoa, com aulas constituídas por vivências de sensorialidade e reflexões com Balanço de Saber e Círculo de Cultura. Os resultados apontam que esse grupo de idosos tem se entregado aos saberes do corpo: reconhecendo-se na execução dos movimentos espontâneos, tomando consciência das suas ações por meio da re-significação das memórias do vivido. Palavras-chave: Idoso. Corporeidade. Memória Introdução O envelhecimento é um processo natural, progressivo, inevitável e comum a todos os seres vivos, sendo regido por bases fisiológicas cujas alterações determinam mudanças estruturais no corpo e, conseqüentemente funcionais. No ser humano, assume dimensões que ultrapassam o ciclo biológico, acarretando também conseqüências sociais e psicológicas. (PICKLES et al., 2000). O aumento do número de idosos é um fenômeno mundial, constituindo o segmento que mais cresce na população. Nos países ricos, a idade mínima para considerar uma pessoa como idosa é de 60 anos, enquanto que nos países pobres a faixa etária é de 65 anos. O Brasil, mesmo classificado como país em desenvolvimento, considera, em seu Estatuto do Idoso, como pessoa idosa aquela que tem idade igual ou superior a 60 anos. (BRASIL, 2004). Os dados do IBGE (2002) indicam que 8,6% da população têm mais de 60 anos. Estima-se que em 2020, no Brasil, haverá cerca de 30 milhões de idosos, chegando a representar 13% da população, colocando o Brasil na 6ª posição entre os países mais envelhecidos do mundo, onde a expectativa média de vida do brasileiro passaria de 68,9 para 72,1 anos no mesmo período. O baixo índice de fecundidade, a queda da mortalidade por doenças infecto- contagiosas, a urbanização, os avanços e emprego de biotecnologias, como vacinas e saneamento básico além da inserção da mulher no mercado de trabalho são alguns dos 1 Prof. Dr. pertencente ao Departamento de Educação Física (DEF), coordenador do projeto de extensão e coordenador do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Corporeidade, Cultura e Educação – LEPEC, do Núcleo de Pesquisas do Movimento Humano – CCS/UFPB, a que este projeto está vinculado. 2 Profa. Mda. vice-coordenadora do projeto de extensão, professora do DEF, pertencente ao LEPEC. 3 Prof. Dr. pertencente ao Departamento de Artes Cênicas, CCHLA/UFPB, pesquisador no LEPEC 4 Extensionista colaborador, graduanda em Educação Física, pertencente ao LEPEC. 5 Extensionista colaborador, graduando em Educação Física, pertencente ao LEPEC. 6 Extensionista colaborador, graduanda em Educação Física, pertencente ao LEPEC. 7 Extensionista colaborador, graduada em Educação Física, pertencente ao LEPEC. 8 Extensionista colaborador, graduado em Educação Física, pertencente ao LEPEC.