© 2017 CC BY-NC-ND LICENSE. ANAIS: ENCONTRO ANUAL DA BIOFÍSICA (2017): 64-65. BIOFÍSICA E RADIOBIOLOGIA, BIOCIÊNCIAS, UFPE 9 E 10 DE MARÇO, RECIFE, PERNAMBUCO, BRASIL DOI: 10.5151/biofisica2017-022 REGISTRO DE PARASITISMO POR FOTOMICROGRAFIA DE SISTEMA DIGESTÓRIO DE LITTORARIA ANGULIFERA (LAMARCK, 1822) Katarine Barbosa Santos 1,2 *, Fabiano Oliveira Junior 2 , Danielly Silva 2 , Rebeca Cantinha 2 , Paloma Medeiros 3 , Ana Melo 1 , Elvis França 2 1 Laboratório de Radiobiologia e Biofísica UFPE; 2 Centro Regional de Ciências Nucleares do Nordeste CRCN-NE; 3 Laboratório de Citologia - UFPE *katarine.mizanl@gmail.com.br INTRODUÇÃO O caramujo, Littoraria angulifera (Lamarck, 1822) é uma espécie endêmica de manguezal, com uma dieta a base de líquens e fungos (KOHLMEYER; BEBOUT, 1986). Muitas das suas fontes de alimento estão associadas à árvores, no qual o córtex é um biomonitor passivo de poluição atmosférica (MOTA-FILHO et al., 2003). Dessa forma, podem favorecer a contaminação do caramujo e ser um facilitador, por exemplo, de parasitas em seu organismo. L. angulifera na cadeia trófica serve de alimento a peixes e aves, que por sua vez, são consumidos pelo homem (REID, 1985). De acordo com relatos, podem ser utilizados como alimento pelo homem. Assim, a presença de patógenos no caramujo pode gerar malefícios aos níveis tróficos superiores. Considerando a falta de estudos na espécie em questão em nível histológico, esse estudo analisou o sistema digestório de L. angulifera de um manguezal urbano em Olinda, como parte de um acompanhamento do impacto causado pela pressão ambiental. MATERIAL E MÉTODOS Indivíduos foram coletados no manguezal Chico Science no Espaço Ciência por busca ativa. Após 3 dias, os espécimes esvaziaram seu sistema digestório e foram encaminhados para o laboratório de Biofísica e Radiobiologia, no Departamento de Biofísica no Centro de Biociências (CB) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) A preparação de amostras constituiu de: Limpeza dos espécimes com água corrente e solução de detergente Extran 1%. Separação da parte mole de suas conchas por meio de uma perfuração na concha próximo ao lábio interno para o rompimento do músculo columelar. Imersão em formol a 10%. Os organismos no formol seguiram para o Laboratório de Citologia do Departamento de Histologia da UFPE para etapa de preparação das lâminas, conforme o procedimento descrito abaixo: Lavagem em água corrente para a retirada do formol. Lavagens sucessivas em álcool nas concentrações de 80%, 90% e 99% para desidratação. Diafanização ou clareamento com xilol. Inclusão com a parafina para serem emblocados e microtomizados com cortes de 5 µm de espessura. Deposição dos cortes em banho-maria (40°C) para serem capturados com a lâmina de microscopia. Desparafinação com xilol e hidratação Coloração com os corantes Eosina e Hematoxilina. Montagem com resina e a lamínula. Os cortes foram analisados em microscópio óptico com as objetivas de 10x, obtendo-se fotomicrografias com magnitude de 100x e 400x. RESULTADOS E DISCUSSÃO A qualidade das imagens do estudo histológico foi apreciável, pois ao ser observada a microscopia, a glândula digestiva dos espécimes apresentaram tecidos degenerados conforme mostra a Figura 1. Figura 1. Fotomicrografia de hepatopâncreas de L. angulifera, magnitude de 100x (T = túbulo da glândula digestiva; seta = células digestiva; L = Lúmen). Não foi observado nenhum agente patogênico ou parasita na glândula digestiva, nas células digestivas ou no lúmen da glândula. Contudo, no intestino desse mesmo espécime, a fotomicrografia mostrou uma infestação de parasitas, como pode ser observado na Figura 2.