1 Kanamura, H.Y. et al. Estudo de anticorpos IgM para vigilância epidemiológica da esquistossomose mansoni em área de baixa endemicidade. Rev. Inst. Adolfo Lutz, 60(1):1-10, 2001 Rev. Inst. Adolfo Lutz, 60(1):1-10, 2001 ARTIGO ORIGINAL/ ORIGINAL ARTICLE Estudo de anticorpos IgM para vigilância epidemiológica da esquistossomose mansoni em área de baixa endemicidade IgM antibodies for epidemiological vigilance of schistosomiasis mansoni in a low endemic area Herminia Y. KANAMURA 1 Luiz C. S. DIAS 2 Carmen M. GLASSER 3 Rita M. SILVA 4 Vera L. F. de CAMARGO-NEVES 3* Sylvia A. G. VELLOSA 4 Cybele GARGIONI 4* Virgília L. C. LIMA 3 Vânia M. F. GUERCIO 4 Gisela R. A. M. MARQUES 3 Maria Esther de CARVALHO 3 RIALA6/884 Kanamura, H.Y. et al. Estudo de anticorpos IgM para vigilância epidemiológica da esquistossomose mansoni em área de baixa endemicidade. Rev. Inst. Adolfo Lutz, 60(1):1-10, 2001 RESUMO. O controle da esquistossomose no Estado de São Paulo iniciou-se ao final da década de 60, tendo como linhas mestras o uso de moluscidas e a de quimioterapia. Apesar da aparente redução nos níveis de infecção, o Sistema de Vigilância Epidemiológica do Estado tem registrado continuamente casos autóctones da doença, tendo-se observado ampliação das áreas de transmissão. Com o objetivo de buscar-se método diagnóstico mais sensível para fins epidemiológicos em áreas de baixa endemicidade, onde o exame de fezes se mostra pouco eficiente, uma técnica sorológica foi avaliada em quatro áreas consideradas endêmicas para Schistosoma mansoni (Sm) no Estado. Amostras de fezes e de sangue absorvido em papel-filtro foram coletadas de populações de quatro áreas de transmissão com diferentes perfis epidemiológicos, acompanhando-as, por um período de 2 anos, com cinco inquéritos, a intervalos semestrais. Dados de prevalência e incidência obtidos pela aplicação da reação de imunofluorescência para anticorpos IgM contra tubo digestivo de Sm (RIF-IgM) e do exame de fezes (Kato-Katz) foram analisados comparativamente nas quatro áreas estudadas. Foi possível diferenciar os níveis de endemicidade das áreas estudadas com maior sensibilidade que pelo método parasitológico e detectar sazonalidade em 1 Universidade de São Paulo (USP) 2 Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) 3 Superintendência de Controle de Endemias (SUCEN) 4 Instituto Adolfo Lutz (IAL) * Endereço para correspondência: Instituto Adolfo Lutz, Av. Dr. Arnaldo 355  8º andar Parasitologia/ Setor de Esquistossomose, Cerqueira César  São Paulo E-mail: cgargion@ial.sp.gov.br Superintendência de Controle de Endemias, R. Paula Souza,166  1° andar, Divisão Orientação Técnica, Luz, São Paulo  SP. CEP 01027-000 E-mail: vera@sucen.sp.gov.br