Percurso - ANAIS DO III CONIBADEC vol.04, n°.35, Curitiba, 2020. pp. 134-137 (Congresso Ibero Americano de Direito Empresarial e Cidadania) Personalidade Acadêmica Homenageada: Rubén Miranda Gonçalves (Universidade de Santiago de Compostela – Espanha) ________________________________________ 134 DECISÕES AUTOMATIZADAS RACISTAS E DISCRIMINATÓRIAS: UMA ANÁLISE A PARTIR DA ÉTICA EMPRESARIAL E DA “COMPLIANCE” PAOLA CANTARINI Pós-doutora USP (TGD e Filosofia) e pós doutoranda PUCSP (TIDD). Mestre e doutora em direito pela PUCSP, com estágio doutoral na Universidade do Minho-Pt., doutora em filosofia do direito pela Univ. do Salento-Lecce-It., pós doutorado em Ciências Sociais – Universidade de Coimbra-Pt., pós doutorado em Filosofia, Artes e pensamento crítico- EGS- Suíça. E-mail:paolacantarini@gmail.com WILLIS S. GUERRA FILHO Pós-Doutor em Filosofia pelo Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (2002) e Livre-Docente em Filosofia do Direito pela Universidade Federal do Ceará (1996). Atualmente é Professor Doutor do Programa de Estudos Pós-Graduados em Direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). E-mail: willisguerra@hotmail.com RESUMO A inteligência artificial vem sendo utilizada cada vez mais na solução de casos jurídicos. Mas, quem vigia, controla e se responsabiliza pelos algoritmos no caso de respostas racistas, sexistas ou discriminatórias? Sabe-se que a discriminação socioeconômica, racial ou de gênero vem ocorrendo de forma muito frequente quando da produção de decisões automatizadas. Trata-se, pois, em um primeiro momento, de investigar a dimensão ética e moral na produção de decisões automatizadas, envolvendo a incorporação aos sistemas inteligentes de valores humanos ( “machine ethics”). Seria possível a produção de decisões judiciais automatizadas, sem controle