9 DESENVOLVIMENTO VEGETATIVO DE CLONES DE MURUCIZEIRO NO MUNICÍPIO DE IGARAPÉ-AÇU PARÁ Helane Cristina Aguiar Santos 1 , Jocenildo Junior de Sousa Gemaque 2 , José Edmar Urano de Carvalho 3 , Fabio de Lima Gurgel 4 , Walnice Maria Oliveira do Nascimento 5 1 Estudante de Pós-graduação em Agronômica pela UFRA, aguiar.helane@gmail.com; 2 Engenheiro Florestal pela UEPA, gemaque_jr@gmail.com; 3 Pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental, jose.urano_carvalho@embrapa.br; 4 Pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental, fabio.gurgel@embrapa.br; 5 Pesquisadora da Embrapa Amazônia Oriental, walnice.nascimento@embrapa.br. Resumo: Dentre as espécies frutíferas nativas da Amazônia, o muricizeiro de destaca com potencialidades para consumo in natura e para o processamento industrial da polpa de fabricação de suco, licor, geleia, vinho, doces, refrescos e sorvetes. A Embrapa Amazônia Oriental, por meio do projeto MelhorFRUTA, avaliou clones de muricizeiro provenientes do seu banco de germoplasma, em área de agricultura familiar, no município de Igarapé-Açu/PA. Este trabalho caracterizou o desenvolvimento vegetativo de clones de muricizeiro em ensaio de competição no município de Igarapé-Açu/PA. Os clones avaliados foram: Açu, Cristo, Guataçara, Igarapé-Açu-1, Maracanã-1, Maracanã-2, Santarém-1, Santarém-2, São José, Tocantins-1 e Tocantins-2. O delineamento utilizado foi o de blocos casualizados com cinco repetições, onde cada clone correspondeu a um dos 11 tratamentos. A parcela experimental constituiu-se de uma planta, com total de 55 plantas. O espaçamento foi de 7 x 14 m. Foram avaliados anualmente, no período de 2014 a 2018 os seguintes caracteres morfológicos: altura de planta (H, m): medida da base do caule ao nível do solo e a extremidade do ramo mais alto e volume de copa (VC, m³). Diante dos resultados observou-se que para a variável altura o clone Santarém- 2 apresentou melhor média de 6,16 m, enquanto que para o volume de copa não houve diferença significativa entre os tratamentos. Com base nesses resultados observa-se que para a variável altura há variabilidade genética entre os clones avaliados. É importante ressaltar que esta variação deve-se tanto a causas genéticas (diferentes clones) como ambientais (diferentes locais). Diante disso, os clones de muricizeiro apresentaram variação quanto ao caractere morfológico altura, com destaque para o clone Santarém-2.