[ plantas medicinais J Cultivo in vitro da planta medicinal Mama Cadela.yxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUT Iraci Fidelis; José E.B.P.Pintol; Evaristo M. Castro; Ana V.Souza; Osmar A. Lameira; Edson A. Santiago; Isabella A. Nougalli I UFLA, C. Postal 37 37200-000, Lavras-MG, jeduardo@utla.br In vitro culture of medicinal plant "Mama-Cadela", ABSTRACT Nodal segments number ofBA Brosimum gaudichaudii was obtained from three subcultures in MS medium. The rooting occurred in Iiquid medium with 1/4 of the salts of MS, changing the pH (3,5; 4,5; 5,5 and 6,5) supplemented or not with 1,0 mg/L IBA. It was reported anatomic comparison of tissues"in vitro" and "in vivo". After three subculture , an average of 3,54 nodal segments was obtained, The nodal segments showed better rooting with pH more acid and with IBA. Anatomic organizations of tissues were differents "in viva" and "in vitro". Keywords: Brosimum guadichaudii, micropropagation, anatomics structures. Palavras-chave: Brosimum gaudichaudii, micropropagação, estruturas anatõmicas. D uasestratégias têm sido uti- lizadas para a micropro- pagação em plantas lenho- sas: a regeneração de calos e a multipli- cação de brotos (Einset, 1986). A rege- neração de calos resulta em alta per- centagem de variação somaclonal, tor- nando questionável para multiplicação clonal. Já a multiplicação de brotos é segura e pode ser usada para a produção de clones. Plantas lenhosas propagadas "in vitro" são afetadas por presença de fatores do meio de cultura que con- duzem à degeneração metabólica e morfológica. As desordens anatômicas são menos extensas no caule e raízes. Estas modificações impedem o esta- belecimento "ex vitro" de plantas micropropagadas, de Brosimum gau- dichaudii Tréc. (Moraceae), espécie medicinal usada no tratamento do vitili- go. O extrativismo, pode levá-Ia ao desaparecimento. O trabalho propõe método de propagação "in vitro" e estu- do anatômico das estruturas vegetativas desenvolvidas "in vitro" e "in vivo". MATERIAL E MÉTODOS Sementes foram inoculadas em meio de cultura Murashige & Skoog (1962)-MS completo. Após a germi- nação, fez-se uma repicagem dos seg- mentos nodais. As sementes per- maneceram no frasco com uma gema nas plântulas germinadas e repicadas. Hortic. bras., v. 18, 2000, Suplemento Julho. Aos 62 dias, repicaram-se novamente os segmentos nodais que haviam crescido, colocando 5 ml de meio MS em cada tubo de ensaio. Aos 88 dias, fez-se uma última repicagem, obtendo desta forma um número de segmentos nodais (clones) de uma mesma semente. No enraizamento foram uti- lizados segmentos nodais de 13 mm com I a 2 gemas; 1/4 dos sais do Murashige & Skoog (1962)-MS, em solução líquida, suplementado com ácido indol butírico (AIB) O ou I mglL, variando o pH em 3,5; 4,5; 5,5 e 6,5. Os explantes foram fixados em Glutaraldeido 3%, solução tampão de fosfato de potássio a O,I pH 7.4 (12 horas); lavados em solução tampão(15 minutos); fixados com Tetróxido de Ósmio a 1% (2 a 4 horas); lavados com a solução( 15 minutos); desidrata- dos em acetona ( 30 a 100%) por 15 minutos; após, os explantes foram colocados em clorofôrmio (12 horas); e secos em temperatura ambiente, montados e metalizados. RESULTADOS E DISCUSSÃO A repicagem das brotações da se- mente, mostrou ser viável para obtenção de plântulas "in vitro" (Tabela I). Aos 35 dias (primeira repicagem) foram obtidos 5 segmentos nodais com um tamanho de 1,6 cm e com 1,8 gemas. Na segunda repicagem (62 dias) foram obtidos 3 segmentos nodais com 1,5 cm e 1,3 gemas e na terceira (88 dias) a semente produziu mais 3 segmentos nodais com 1,3 em contendo I gema. Após 110 dias da inoculação, avaliou-se os II segmen- tos nodais e os mesmas estavam com 3,5 em e 3,5 gemas por segmento nodal. Estes resultados obtidos, são semelhantes aos observados por Scott, Rao & Loh (1995) em Hopea odorata Roxb. (Dipterocarpaceae), espécie re- calcitrante, da qual foram produzidos de I a 4 brotos axilares da mesma semente cultivada nos meios MS e Bj, não havendo diferenças quanto ao meio utilizado. Segmentos nodais cul- tivadas no meio MS líquido (1/4 dos sais), com pH entre 3,5; 4,5; 5,5 e 6,5 adicionados ou não com 1,0 mg/L de AIB apresentaram diferenças signi- ficativas, resumidas na Tabela 2. Pela Tabela 2, verifica-se diferen- ças significativas para pH (P< 0,05), para tamanho raízes e AIB (P< 0,05) para tamanho de brotações e de raízes. Efeito interativo entre pH eAIB só foi significativo para número de raízes. Não observou-se diferença significati- va quanto ao número de raízes. Já o tamanho das raízes era de 1,48 em no pH 3,5 caindo nos demais pH até atin- gir o tamanho de 0,9 cm no pH 6,5. Esta redução representou 38% a menos no tamanho de raízes no pH 6,5 em relação ao pH 3,5. 885