177 INTERCÂMBIOS ENTRE A CULTURA LOCAL E A CULTURA ORGANIZACIONAL Anuário Unesco/Metodista de Comunicação Regional, Ano 12 n.12, p. 177-190, jan/dez. 2008 * O artigo baseia-se no paper apresentando no Grupo de Trabalho ‘Gestão, processos, políticas e estratégias de comunicação nas organizações’, do I Congresso da ABRAPCORP, realizado na ECA/ USP em maio de 2007 e traz dados e reflexões da pesquisa ‘Comunicação, cultura(s) e identidade(s) fronteiriça’ desenvolvida junto ao PPGCOM/ UFRGS, cujas coautoras fazem parte da equipe de pesquisadores, sob coordenação da autora. ** Relações Públicas, Dra. em Ciências da Comunicação, Profa. e Pesquisadora do PPGCOM/ UFRGS; Membro do Conselho Editoral da revista eletrônica INTEXTO www.intexto.ufrgs.br e da Comissão Coordenadora do PPGCOM/UFRGS; Representante da UFRGS no Comitê Mercosul Integração/ Associação das Universidades Grupo Montevidéu. Membro da Diretoria da Associação Riograndense de Imprensa e do Instituto Alberto André/ARI; Colaboradora do Centro Cyro Martins / Projeto Fronteiras Culturais; Coord. do Projeto Comunicação e Atendimento ao Cidadão da Prefeitura Mu- nicipal de Canoas. E-mail: kmmuller@orion.ufrgs.br Site: www.midiaefronteira.com.br *** Relações Públicas, Dra. em Educação, Profa. e Pesquisadora da FABICO/ UFRGS; Coord. do Pro- jeto Comunicação e Atendimento ao Cidadão da Prefeitura Municipal de Canoas. E-mail: vgerzson@uol.com **** Relações Públicas, Mestranda em Comunicação e Informação pelo PPGCOM/ UFRGS; Coord. de Comunicação e Marketing da ACM RS. E-mail: biancaefrom@hotmail.com INTERCÂMBIOS ENTRE A CULTURA LOCAL E A CULTURA ORGANIZACIONAL: A BINACIONAL ACM/ ACJ FRONTEIRA* Karla M. Müller** Vera R. S. Gerzson*** Bianca Efrom**** INTRODUÇÃO Este estudo observa como se dão algumas das práticas socioculturais dos habitantes das cidades de Santana do Livramento e Rivera, nas quais o ele- mento fronteira se manifesta, refletindo suas marcas diretamente na cultura de organizações inseridas neste espaço, como é o caso da Associação Cristão de Moços/ Asociación Cristiana de Jóvenes – ACM/ACJ Fronteira. É pos- sível verificar elementos peculiares a esta instituição influenciando os posicionamentos dos fronteiriços e buscando alternativas comuns e produ- tivas para as duas cidades. Verifica-se, a partir do contexto e de algumas práticas, certas articulações estabelecidas entre os moradores e a comunidade local, de modo a tornar possível a convivência harmônica na fronteira através de interações que atin- gem um processo integracionista de fato. No ambiente de fronteira, como em qualquer outro, vários são os campos sociais e as relações instituídas que trazem reflexos nas dinâmicas das rotinas