Influência do Género na Qualidade de Vida em Doentes com Insuficiência Cardíaca Elisabete Nave Leal (1, 3), José Pais Ribeiro (1), Mário Oliveira (2), Nogueira da Silva (2), Rui Soares (2), José Fragata (2); Rui Ferreira (2) 1- Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, UP; 2 – Centro Hospitalar de Lisboa Central, Hospital de Santa Marta; 3-Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, IPL. A Insuficiência Cardíaca (IC) é um problema da Saúde Pública: é uma síndrome com elevada morbilidade e mortalidade, identificada como causa principal de internamento hospitalar após os 65 anos na Europa. Prevê-se que a prevalência da IC possa aumentar em cerca de 50% a 70% até ao ano de 2030. É a derradeira fase da maioria das doenças cardíacas, aspecto que, associado aos progressos terapêuticos e ao aumento da esperança média de vida, faz com que a prevalência e incidência da IC continuem a aumentar. A doença afecta já cerca de 2% da população na Europa. Em Portugal, a prevalência foi de 4,36%, afectando cerca de 260.000 indivíduos. Esta é aproximadamente igual entre homens e mulheres, apresentado estas últimas um ratio ligeiramente superior (Ceia, 2000). O enorme impacto social e económico desta síndrome reflecte-se na qualidade de vida (QV) dos doentes e seus familiares. Apesar da diversa investigação centrada na intervenção terapêutica na IC que tem como outcome a QV, o impacto do género nas dimensões da QV permanece controverso. O presente estudo teve como objectivo avaliar a influência do género na QV dos doentes com IC submetidos a terapêutica múltipla. brought to you by CORE View metadata, citation and similar papers at core.ac.uk provided by Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa