Avaliação de risco em património - Estratégias de inventariação e gestão de informação Esmeralda Paupério Eng. Civil, Instituto da Construção da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Porto, Portugal, pauperio@fe.up.pt Xavier Romão Assistente, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, DEC, Porto, Portugal, xnr@fe.up.pt Filipe Neves Eng. Civil, NCREP – Consultoria em Reabilitação do Edificado e Património, Lda, Porto, Portugal, fjneves@ncrep.pt Aníbal Costa Prof. Catedrático, Universidade de Aveiro, Aveiro, Portugal, agc@ua.pt RESUMO: A inventariação e a gestão da informação relativa ao património edificado têm uma importância inquestionável na sociedade moderna. Neste contexto, a utilidade das ferramentas baseadas em Sistemas de Informação Geográfica (SIG) na gestão e inventariação do edificado é demonstrada pela sua versatilidade em permitir a análise, a manipulação, o armazenamento e o mapeamento dum volume elevado de informação. Neste âmbito, o artigo proposto apresenta e discute a aplicação de ferramentas baseadas em SIG envolvendo diferentes tipos de inventariação e de gestão da sendo apresentadas propostas no domínio da inventariação de materiais e danos em construções patrimoniais. PALAVRAS-CHAVE: sistemas de informação geográfica, inventariação, património, risco INTRODUÇÃO Em caso de ocorrência de catástrofes, revela-se importante que os centros de comando de operações disponham de informação atualizada sobre os edifícios que permita minimizar as perdas de bens patrimoniais, fatores de identidade de um povo e de uma cultura [1-3]. Nos recentes sismos ocorridos em Itália, no Haiti, no Chile e mais recentemente em Espanha, verificaram-se grandes perdas patrimoniais com o colapso parcial ou total de Igrejas, Museus, entre outros, que obrigaram à implementação de procedimentos de emergência e ao estabelecimento de diferentes níveis de prioridades, face aos edifícios atingidos e ao número de equipas disponíveis. Em Itália, após o sismo de L’Aquila, as equipas de inspeção dos edifícios patrimoniais foram lideradas por técnicos da Proteção Civil e incluíam elementos dos Bens Culturais, engenheiros, arquitetos e voluntários. Ao nível do património móvel, estas equipas contavam ainda com pessoal técnico dos museus, de membros da organização internacional Blue Shield e de outras organizações. Em Espanha, após o sismo de Lorca, a evacuação do Museu Guevara esteve a cargo dos responsáveis pelos Bens Culturais, envolvendo procedimentos adequados para o seu acondicionamento, transporte e registo de controlo. No caso dos bens móveis das igrejas, estes foram retirados imediatamente após o sismo para a via pública pelos populares, sendo posteriormente transportados para locais de