TÉCNICAS DE REFORÇO. DOIS CASOS PRÁTICOS. MURALHAS DE VALENÇA E PALÁCIO DE MATEUS ANÍBAL COSTA Engenheiro Prof. FEUP ANTÓNIO ARÊDE Engenheiro Prof. FEUP SUMÁRIO Apresenta-se neste trabalho dois casos práticos de reforço estrutural, em que para além de se descrever os procedimentos adoptados, se justifica o porquê da sua execução e mostram-se pormenores da execução das obras. 1. INTRODUÇÃO A preservação do património edificado obriga à conjugação de conhecimentos diversificados de modo a que as intervenções realizadas sejam reversíveis e adequadas e não fruto de qualquer circunstância da época, de maneira a que no decorrer dos anos não seja necessário nova intervenção para resolver problemas criados com as anteriores. As regras da construção, da grande maioria, do património edificado estão baseadas em princípios simples e basilares da engenharia e é fundamental que qualquer intervenção os respeite. A intervenção no património edificado é sempre alvo de algumas críticas, arriscando-se quem actua no processo, em função dos procedimentos adoptados, a estar sujeito às mesmas. Com, este trabalho, pretende-se apresentar dois exemplos de intervenções, que já estavam em curso e com soluções já definidas e que a participação dos autores serviu para alterar e melhorar substancialmente, essas soluções, quer do ponto de vista estrutural e da segurança quer, do ponto de vista estético. Os dois casos que se apresentam, Muralhas de Valença, obra que foi concluída em Março de 2002 (1) e Palácio de Mateus (2), cujas obras deverão ficar concluídas em Outubro de 2002, foram objecto de intervenção por parte da Direcção Regional dos Edifícios e Monumentos do Norte (DREMN), englobando-se a colaboração da FEUP no protocolo instituído entre as duas instituições.