EXPRESSA EXTENSÃO | (2014) - 13 ENTREVISTA COM JOSÉ DO NASCIMENTO JÚNIOR, 17 DE SETEMBRO DE 2014. ENTREVISTADORAS: FRANCISCA F. MICHELON, NÓRIS MARA P. M. LEAL José do Nascimento Júnior (11/10/1966, São Paulo, bairro Bela Vista). Graduado em Ciências Sociais e pós- graduado em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.Cursou, na Universidade de Barcelona,curso de especialização em Economia, Cultura e Cooperação Ibero- americana. Foi Diretor do Departamento de Museus e Centros Culturais (DEMU/ IPHAN) e participou da criação do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), do qual foi seu primeiro presidente de 2009 até 2013. Coordenou a implantação da Política Nacional de Museus de 2003 a 2013. Foi diretor do Museu de Antropologia do Rio Grande do Sul, diretor do Memorial do Rio Grande do Sul e coordenador do Sistema Estadual de Museus no Rio Grande do Sul. Assumiu a Coordenação de Museus e Artes Plásticas do Ministério da Cultura. A sua trajetória com os Museus, que iniciou no Rio Grande do Sul, expandiu-se, atingindo grande expressão no Governo Federal com a inédita criação de uma Política de Museus no Brasil. Como foi o início do seu trabalho com os Museus? Comecei a trabalhar com Museus no Governo de Olívio Dutra, quando este se tornou governador do Estado. A partir do Curso de Graduação e pelo meu interesse pela Antropologia, fui me aproximando do Museu Antropológico do Rio Grande do Sul e quando fui convidado para compor a Secretaria Estadual de Cultura, solicitei ir para este Museu. Disse que gostaria de ir para o museu [estadual] em pior situação, justamente para ajuda-lo a melhorar. Poderia ter pedido para ir para o Museu Júlio de Castilhos ou para o Museu da Comunicação Social, mas eu queria ajudar o Museu Antropológico. Iniciamos com um plano de ação que partiu de ampla discussão, para a qual contamos com vários especialistas que foram solicitados a opinar sobre muitos aspectos. Assim, fomos adensando o museu, fazendo seminários internos, criando uma agenda cultural de temas importantes. Mesmo estando na Rua Andradas, 1234, no décimo andar de um edifício, esta ação fez com que ele tivesse mais movimentação do que muitos outros museus. Quando fazemos as coisas e elas vão dando certo, acabamos aumentando o trabalho que temos. Cada vez que o Pilla Vares, Secretário de Cultura do Estado, me chamava no Gabinete, havia uma demanda nova. Primeiro ele me pediu que eu reativasse o Sistema de Museus, mais adiante me pediu que eu coordenasse o Memorial. Assim, houve