CONJUNTURA danças de uso e cobertura da terra (UCT) gerem o mínimo impacto ambiental e social. De fato, vemos que no Brasil, como no mundo todo, passamos de um período no qual o desenvolvimento econômico foi associado a grandes al- terações da superfície - com a expan- são da fronteira agrícola, abertura de estradas e ferrovias, intervenção de grandes rios, dentre outros métodos de ocupação do solo que mostraram a capacidade humana de dominar a na- tureza - para um período em que ten- tamos reverter os impactos negativos que este avanço gerou. Awnal, já esta- mos experimentando as consequên- cias da ocupação inadequada do solo. Em larga escala, além do aquecimento global, ampliado pela emissão huma- na dos gases do efeito estufa, temos o desmatamento da Amazônia sendo associado a um menor vuxo de umi- dade da região tropical para o Sudeste da América do Sul, afetando o regime pluviométrico (Zemp et al., 2014). Já em uma escala regional e local é pos- sível citar o crescente número de de- sastres naturais associados a eventos de tempo severo, com perda de vidas humanas (Travassos et al., 2020), por decorrência da impermeabilização do solo, enchentes, alagamentos e des- lizamentos de terra (Marengo et al., tualmente, entender e mensurar os im- pactos das mudanças na superfície tem se tornado um objeto de estudo multidisciplinar. Por um lado, existe a necessidade de iden- tiwcação de áreas disponíveis para a expansão da agropecuária, vi- sando maior produção de alimen- tos e de biocombustível, impor- tante em um cenário de crescente demanda mundial; como também áreas viáveis para a construção de reservatórios de água, expansão de infraestrutura urbana, instala- ção de grandes empreendimentos, dentre tantas atividades humanas que necessitam da ocupação do solo. Por outro lado, existe tam- bém a preocupação com o uso da terra de forma sustentável, visan- do maximizar a produtividade em áreas já ocupadas, recuperar áreas degradadas com vegetação nativa e evitar a perda de biodiversida- de. Essas medidas têm impactos positivos na gestão dos recursos hídricos, na regulação do clima e no ganho de resiliência frente às mudanças climáticas. Lidar com todos estes fatores é um desawo para a gestão e planejamento do território, de forma que as mu- 2TQLGȖȣGU FG 7UQ G %QDGTVWTC FC 6GTTC PC /CETQOGVTȡRQNG 2CWNKUVC %CTQN[PG $WGPQ /CEJCFQ 'FOKNUQP &KCU FG (TGKVCU 2CNCXTCUEJCXG /QFGNCIGO FKPȑOK EC #PVTQRK\CȖȒQ 7TDCPK\CȖȒQ &GU OCVCOGPVQ