V. 27, n° 46, dezembro/2015 203 Motrivivência v. 27, n. 46, p. 203-213, dezembro/2015 EDUCAÇÃO SOCIAL E INFÂNCIA: atuacão e formação profssional no projeto “brincadeiras com meninos e meninas de/e na rua” Carolina Rossato Volpini 1 Paula Marçal Natali 2 Verônica Regina Müller 3 1 Graduada em Educação Física. UEM, Maringá/Paraná, Brasil. E-mail: krolvolpini5@hotmail.com 2 Doutoranda em Educação. UEM, Maringá/Paraná, Brasil. E-mail: paulamnatali@gmail.com 3 Pós-doutora em História da Educação Social Contemporânea. Professora da UEM, Maringá/Paraná, Brasil. E-mail: veremuller@gmail.com RESUmo A Educação Social é uma área em expansão no Brasil no que se refere ao contexto de atuação e de pesquisas. Este é um estudo que trata sobre a relação entre a formação e a atuação dos profssionais envolvidos, bem como a defesa dos direitos humanos de crianças e adolescentes. O objetivo foi delineado a partir das experiências de Educa- dores Sociais, participantes do projeto de extensão universitária denominado “Projeto Brincadeiras com Meninos e Meninas de/e na Rua” entre os anos de 2007 a 2011. Os procedimentos metodológicos para o desenvolvimento da pesquisa foram estruturados a partir dos fundamentos da pesquisa qualitativa (TRIVIÑOS, 2011). Como técnica de coleta de dados realizou-se entrevistas semiestruturadas com os educadores que parti- ciparam do referido projeto, visando à análise de dados, através da técnica de Análise de Conteúdo, de Bardin (1977). O estudo buscou apresentar os princípios do projeto “Projeto Brincadeiras”: respeito, compromisso, diálogo, inclusão e participação; por meio da análise das entrevistas com os educadores do projeto, apontando os fundamentos presentes na formação e atuação, contribuindo com estas refexões sobre o trabalho com a infância e a adolescência dentro do contexto educativo brasileiro. Os resultados apresentados demonstram que os educadores sociais se confrontam com negligências e violações de direito na realidade em que atuaram e que através de suas experiências com o Projeto desenvolveram o sentido do compromisso em diferentes âmbitos de sua atuação profssional, passando a reconhecer a necessidade da luta pelos direitos humanos de crianças e adolescentes. Palavras-chave: Educação Social; Infância; Formação Profssional; Atuação Profssional htp://dx.doi.org/10.5007/2175-8042.2015v27n46p203