06 a Revista Zero-a-seis Revista Eletrônica editada pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas de Educação na Pequena Infância Entrevista Entrevista com Dra. Amélia Pereira Presidente da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Braga – Portugal. 1 Professora da área da Educação Infantil no Curso de Pedagogia da Universidade Regional de Blumenau (CCE -FURB). Doutoranda em Educação pelo Programa de Pós- graduação da Universidade Federal de Santa Catarina PPGE-UFSC). Integrante do Núcleo de Estudos e Pesquisas da Educação na Pequena Infância (CED-NUPEIN). 187 Esta entrevista foi realizada por Roseli Nazário com Amélia Pereira, Presidente da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de uma cidade da região norte de Portugal. Aborda questões relativas à proteção da infância e juventude em situação de risco de Braga - Portugal, porém mesmo tratando de aspectos que dizem respeito ao contexto europeu, nos possibilita refletir acerca da nossa política Macunaíma, uma política morena e tropical destinada às nossas crianças negras ou brancas, pobres ou ricas, nacionais ou estrangeiras (FARIA, 1999). 1 Roseli Nazario - rnazario@furb.br Amélia Pereira -  cpcj@cm-braga.pt Essa entrevista resulta de um estágio doutoral realizado na Universidade do Minho (Braga – PT) e que teve como um dos objetivos analisar ações e programas voltados à institucionalização da infância em contextos de acolhimento. Com vistas a situar a leitura, vale esclarecer que as Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Portugal são “instituições oficiais não judiciárias com autonomia funcional que visam promover os direitos da criança e do jovem e prevenir ou pôr termo a situações susceptíveis de afectar a sua segurança, saúde, formação, educação ou desenvolvimento integral”, de acordo com as informações prestadas pela Comissão Nacional de Proteção das Crianças e Jovens em Risco (CNPCJR, 2013). Sem entrar em pormenores, poderia dizer que a função dessas comissões se equiparam aos nossos Conselhos Tutelares aqui no Brasil. ISSNe 1980-4512 | v. 1, n. 29 p.187-191 | jan-jul 2014