FORMAÇÃO CONTINUADA EM EARLY ALGEBRA SOB A ÓTICA DE PROFESSORAS CURSISTAS Maritza Maria Lima de Almeida Souza 1 Vera Lúcia Merlini 2 Pesquisas nacionais e internacionais indicam a viabilidade da abordagem de álgebra já nos Anos Iniciais desde o final do século passado (SCHLIEMANN et al,1998; BLANTON, KAPUT, 2005; BLANTON et al, 2015). O enfoque dessas discussões é o desenvolvimento do pensamento algébrico partindo das orientações da Early Algebra e a importância do mesmo juntamente com o pensamento aritmético a partir dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. No Brasil, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) de Matemática (BRASIL, 1997, 1998) já apontavam, timidamente, a proposta de se trabalhar uma pré-álgebra nos Anos Iniciais. Tal documento afirma que “embora nas séries iniciais já se possa desenvolver uma pré-álgebra, é especialmente nas séries finais do ensino fundamental que os trabalhos algébricos serão ampliados” (BRASIL, 1997, p.37). Com a aprovação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) em 2017, fica estabelecido o ensino de Álgebra desde os Anos Iniciais do Ensino Fundamental, sendo que uma das Unidades temáticas que perpassa todos os anos escolares é a Álgebra. Ainda assim, o ensino da aritmética e da álgebra muitas vezes ocorre de maneira desarticulada, de modo que os estudantes aprendem primeiro aritmética (Anos Iniciais) e depois álgebra (Anos Finais). Contudo, pesquisadores como Canavarro (2007) criticam esta desassociação, mostrando com resultados de estudos que não há necessidade de ensinar primeiro a aritmética e depois álgebra; já que essas áreas da Matemática estão interligadas, ou seja, há uma relação intrínseca entre elas , e que precisa ser explorada nos Anos Iniciais, pois poderá contribuir para o estudo formal da álgebra posteriormente. 1 Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC); e-mail: maritzalmeida@outloook.com 2 Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC); e-mail: vera.merlini@gmail.com