MODELAGEM DA ESTEIRA TURBULENTA A JU- SANTE DE UMA TURBINA EÓLICA SIMULADA A PARTIR DE UMA ZONA PERMEÁVEL L. J. L. STIVAL 1 , J. M. VEDOVOTO 2 , F. O. ANDRADE 3 1 Universidade Federal do Paraná, Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Recursos Hídricos e Ambiental 2 Universidade Federal de Uberlândia, Departamento de Engenharia Mecânica 3 Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Departamento de Construção Civil Email para contato: leandro.stival@ufpr.br RESUMO – A energia eólica cresceu significativamente no Brasil na última dé- cada, porém a eficiência de geração eólica ainda é baixa. Por este motivo é importante estudos a fim de aumentar o poder de geração de maneira viável ao mercado. Este estudo visa modelar a esteira turbulenta gerada a jusante de um aerogerador, onde a turbina eólica foi modelada com base na teoria do disco atuador, aplicando RANS com modelo de turbulência k-ǫ de baixo custo com- putacional. Os resultados demonstraram uma grande perda de energia cinética inicial em baixas velocidades de entrada, porém com alto nível de recuperação de velocidade ao final da esteira turbulenta. 1. INTRODUÇÃO A energia eólica ganhou visibilidade na última década em termos de progresso e po- tencial, principalmente no Brasil. O mercado brasileiro de energia eólica já avançou sig- nificativamente, o país continha 1,5 GW de capacidade instalada no ano de 2011 para 13 GW no início de 2018,o qual representa um enorme crescimento cumulativo (ABEEólica, 2018; GWEC, 2014). A quantidade de energia gerada em um parque eólico não depende somente da disponibilidade de vento, mas também das características do padrão de vento que está sendo fornecida. Por isso, é essencial estudar a eficiência na geração de ener- gia eólica, avaliando os efeitos de determinados parâmetros e coeficientes relacionados ao vento que incide na turbina eólica. Portanto, uma avaliação criteriosa dos recursos eólicos é desejável ao desenvolvimento de um projeto eólico efetivo. Um dos grandes empecilhos de um projeto eólico eficiente está relacionado com a pro- dução de esteiras turbulentas, que são áreas de escoamentos com quantidade de movimento reduzida e turbulência aumentada. O desenvolvimento da esteira turbulenta certamente afeta a potência de geração e, por isso, é essencial que os desenvolvedores de plantas eóli- cas sejam capazes de quantificar e qualificar a magnitude das incertezas e características do escoamento a jusante da turbina (Mo et al., 2013; Vermeer et al., 2003). Neste contexto, nos projetos de grande parques eólicos a modelagem numérica ou experimental do escoamento ao redor das turbinas tornam-se extremamente relevantes para otimização do rendimento energético. Uma grande parte das simulações de interesse prático é realizada mediante a resolução numérica das equações médias de Navier-Stokes, conhecidas como equações RANS (Reynolds Average Navier-Stokes), derivadas dos pres- supostos fundamentais da conservação de massa e quantidade do movimento. 1