45 REVISTA IBEROAMERICANA DE EDUCACIÓN E INVESTIGACIÓN EN ENFERMERÍA 2017; 7(2):45-53 CONTINUIDADE DE CUIDADOS E ESTADO DE SAÚDE APÓS A ALTA DE UNIDADES DE LONGA DURAÇÃO ORIGINALES 1 Leonel São Romão Preto 2 Lúcia Sofia Parreira Cordeiro 3 Paula Eduarda Lopes Martins 4 Pedro Miguel Barreira Preto 1 Doutor em Psicossociologia. Professor Coordenador no Departamento de Enfermagem. Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Bragança (Portugal). 1 Enfermeira, Mestre em Cuidados Continuados. Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra. 1 Enfermeira, Doutoranda em Cuidados Paliativos. Assistente Convidada, Departamento de Enfermagem, Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Bragança. 1 Enfermeiro, Mestrando em Enfermagem Médico-cirúrgica. Unidade Local de Saúde do Nordeste, Bragança. E-mail: leonelpreto@ipb.pt RESUMO Introdução: o envelhecimento da população portuguesa, o aumento da incidência de doenças crónicas e a existência de muitos idosos com necessidades de cuidados de continuidade, estiveram na génese da criação da Rede Nacional de Cuidados Continuados, estrutura que, entre outras respostas, disponibiliza internamentos em Unidades de Longa Duração e Manutenção. Objetivo: avaliar os resultados em saúde durante o internamento e após a alta de Unidades de Longa Duração e Manutenção. Método: estudo descritivo e analítico, longitudinal. Estudamos 52 idosos, na admissão, alta e seis meses após a alta. Para além de outras variáveis avaliou-se a independência funcional, o risco de quedas e o risco de desenvolvimento de úlceras por pressão. Resultados: os participantes tinham, em média, 79,1±8,5 anos, predominando o sexo masculino (51,9%). O tempo médio de inter- namento foi de 149 dias. A independência funcional melhorou ao longo do internamento, com manutenção aos seis meses após a alta. O risco de cair não registou alterações significativas nos três momentos avaliados. O risco de desenvolver úlceras por pressão di- minuiu durante o internamento, com manutenção deste ganho no seguimento aos seis meses. Como desfechos adversos após a alta destacamos a institucionalização, a ocorrência de agudizações e a morte de 17,3% dos idosos. Discussão/Conclusões: apesar de termos constatado alguns ganhos em saúde na amostra estudada, os resultados sugerem a ne- cessidade de uma continuada vigilância em saúde após a alta destas unidades. Palavras-chave: continuidade da assistência ao paciente; alta do paciente; avaliação de resultados (cuidados de saúde). Cómo citar este artículo: Preto RLS, Cordeiro PLS, Martins LPA, Preto BPM. Continuidade de cuidados e estado de saúde após a alta de unidades de longa duração. Rev. iberoam. educ. investi. Enferm. 2017; 7(2):45-53.