A RELAÇÃO ENTRE APRENDIZAGEM, AVALIAÇÃO E O SISTEMA DE CICLOS THE RELATIONSHIP BETWEEN LEARNING, ASSESSMENT AND THE CYCLES SYSTEM Cíntia de Andrade Nunes 1 Fundação Municipal de Educação de Niterói - RJ Vânia Finholdt Ângelo Leite 2 Universidade Estadual do Rio de Janeiro - UERJ RESUMO A organização do tempo escolar em ciclos, em alguns municípios, foi apresentada como uma alternativa para o sistema seriado, no qual, como sabemos, os alunos têm o seu aprendizado avaliado por meio de provas. No entanto, mesmo sem a temida possibilidade de reprovação anual, o nível de aprendizado dos estudantes ainda está abaixo do esperado. Assim, este artigo visa responder às seguintes questões: O que fazer para melhorar a aprendizagem no sistema de ciclos? Qual deve ser o lugar da avaliação da aprendizagem nessa nova organização do tempo escolar? A fim de responder a tais questões, analisaram-se cinco revisões e um artigo de pesquisadores da organização do tempo escolar em ciclos no Brasil. Esses trabalhos foram publicados em eventos reconhecidos nacionalmente e em revistas bem conceituadas na comunidade científica e convergem para a opinião de que a mudança de séries para ciclos exige que o conceito de avaliação formativa seja posto em prática, assim como a reorganização do currículo. Assim, é necessário propiciar tempo para que os docentes possam estudar e aperfeiçoar seu trabalho. Ademais, para reorganizar o currículo, é fundamental elaborar propostas pedagógicas diferenciadas por equipes de professores e gestores e proporcionar a participação dos demais funcionários, dos estudantes e de suas famílias. Palavras-chave: Avaliação. Ciclo de formação. Aprendizagem. 1 INTRODUÇÃO A organização do tempo escolar em ciclos, em alguns municípios, foi apresentada como uma alternativa para o sistema seriado, no qual, como sabemos, a aprendizagem dos alunos é avaliada por meio de provas. No entanto, mesmo sem a temida possibilidade de reprovação anual, o nível de aprendizado dos alunos ainda está abaixo do esperado. Nossa experiência docente mostra que, na Rede Municipal de Niterói, tivemos alunos que, no quarto ano, ainda não sabiam ler nem escrever. Barreto 1 Especialista em Educação Básica (Gestão Escolar) pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ); leciona em escolas da Fundação Municipal de Educação de Niterói/RJ. E-mail: cintianunes@id.uff.br 2 Doutora em Ciências Humanas - Educação, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio); leciona na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), na Faculdade de Formação de Professores, nos cursos de graduação e pós-graduação. São Gonçalo/ RJ. E-mail: vfaleite@uol.com.br