AVANCES EN PSICOLOGÍA CLÍNICA ISBN: 978-84-695-3599-8 ASOCIACIÓN ESPAÑOLA DE PSICOLOGÍA CONDUCTUAL (AEPC) 36 DIFERENÇAS SINTOMÁTICAS, NEUROPSICOLÓGICAS E SOCIODEMOGRÁFICAS ENTRE IDOSOS COM DOENÇA DE ALZHEIMER E IDOSOS COM DEPRESSÃO Simon Fermino 1 , Helena Espirito-Santo, Joana Matreno, Fernanda Daniel, Inês Pena, Susana Maia, Rita Gonçalves, Mariana Marques, Daniel Falcão e Anabela Gaspar Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade, Porto (Portugal) Instituto Superior Miguel Torga, Coimbra (Portugal) Introdução Envelhecer tende a envolver problemas como a depressão e perdas cognitivas. É nesta fase tardia da vida que o idoso pode adquirir a noção de incapacidade e limitação (Aalten et al., 2008; Fontaine, 2000; Marchand, 2001; Rosenberg et al., 2010; Rosness Barca y Engedal, 2010), noção que pode ser maior com as sucessivas alterações causadas pela demência (Rasking, 1998), e que pode implicar um risco acrescido de desenvolver depressão (Beck, Rush, Shaw e Emery, 1997; Davim, Torres, Dantas e Lima, 2004; Stella, Gobbi, Corazza e Costa, 2002). Os próprios episódios depressivos são vistos como fatores de risco para o desenvolvimento posterior do processo demencial (Rasking, 1998). A depressão leva provisoriamente a uma alteração das funções cognitivas, dificultando o diagnóstico diferencial entre depressão e demência (Fleck et al., 2002). Estudos desenvolvidos nesta área concluíram que 50% dos indivíduos com depressão evoluíram para um quadro demencial (Rasking, 1998) e que a relação existente entre demência e depressão era recíproca e pronunciava-se de diferentes formas (Stoppe, 1997). Resumindo, o diagnóstico diferencial entre depressão e demência é complicado pelo défice cognitivo presente na depressão e pelos sintomas depressivos comuns na demência. Assim, a diferenciação sintomática reveste-se de grande importância nesta distinção (Aalten et al., 2008; Bryant, 2000; Rasking, 1998; Rosness et al., 2010). O objetivo deste estudo consiste em verificar quais as diferenças sintomáticas, neuropsicológicas e sociodemográficas entre a doença de Alzheimer (DA) e a depressão em idosos. Método Materiais No presente estudo foi utilizada a seguinte bateria de testes neuropsicológicos: a Severe Impairment Battery Language Scale (SIB-L) (Ferris et al., 2009; Alfa de Cronbach = 0,89 Versão Portuguesa); a Avaliação Breve do Estado Mental (MMSE) (Folstein, Folstein e McHugh, 1975; Alfa de Cronbach = 0,83 Versão Portuguesa); a Escala de Depressão Geriátrica (GDS) (Yesavage et al., 1983; Alfa de Cronbach = 0,83 Versão Portuguesa) e o Inventário de Ansiedade Geriátrica (GAI) (Pachana et al., 2007; Alfa de Cronbach = 0,92 Versão Portuguesa). Participantes A população alvo desta investigação consistiu nos idosos sinalizados por médico de família e encaminhados para a consulta externa dos Hospitais da Universidade de 13 Contato: miguel.smfn@gmail.com