CÉLULAS MASTÓIDEAS: REVISÃO ANATOMOFUNCIONAL MASTOID CELLS: ANATOMOFUNCTIONAL REVIEW Patricia T. Tavano 1 , Valdemir R. Pereira 2 1 Mestranda em Educação, Faculdade de Educação - USP/SP. Especialista em Diagnóstico por Imagem: ênfase anatômica – Centro Universitário São Camilo/SP. Docente em Anatomia Humana e Anatomia Aplicada - Faculdade Comunitária de Taubaté - Anhanguera Educacional. 2 Mestre em Morfologia, UNIFESP/SP. Docente em Anatomia Humana e Anatomia em Imagens dos cursos de Graduação e Pós graduação do Centro Universitário São Camilo. CORRESPONDÊNCIA: Patricia T. Tavano. Av. José Olegário de Barros, 46 – Taubaté / SP. (patrícia@tavano.net) Tavano PT, Pereira VR. Células mastóideas: revisão anatomofuncional. Medicina (Ribeirão Preto) 2008; 41 (4): 491-6. RESUMO: Modelo do estudo: revisão bibliográfica. Objetivo(s) do estudo: ampliar os conhecimentos sobre o desenvolvimento e pneumatização do osso temporal, bem como compreender a distribuição pelo osso das células mastóideas com suas características etárias e sexuais. Metodologia: revisão bibliográfica baseada nos principais indexadores científicos (PUBLIMED, MEDLINE, BIREME, SCIELO) com recorte de publicações dos últimos 20 anos e com suporte das descrições consagradas dos tratados sobre Anatomia Humana. Conclusões: o desenvolvimento das células mastóideas inicia-se intra-útero e geralmente é completado durante os cinco primeiros anos de vida, podendo continuar até a segunda década. Pode ser influenciado por diversos fatores que causam variações na pneumatização final do adulto, entre eles os mais primordiais são os comprometimentos patológicos da orelha média durante a infância, os fatores ambientais e o código genético individual. É pouco expressiva a diferença sexual e as assimetrias bilaterais entre os grupos, sendo a quantificação volumétrica um dado de difícil obtenção. A concentração das cavidades é maior no processo mastóide, mas comumente estende-se ao ápice petroso. O conhecimento real da pneumatização, distribuição e variáveis das células mastóideas ainda não atingiu um estágio final, necessitando de mais estudos com metodologia única e cortes maiores para que acordos possam ser alcançados. Descritores: Osso Temporal. Processo Mastóide. Células Mastóideas. Anatomia. 491 Medicina (Ribeirão Preto) 2008; 41 (4): 491-6 REVISÃO 1- INTRODUÇÃO O osso temporal está localizado na região late- ral do crânio e pode ser dividido em cinco partes: es- camosa, petrosa, timpânica, estilóidea e mastóidea. Em sua porção mastóidea, encontram-se inúmeras cavi- dades aeradas, as células mastóideas. 1-5 As células mastóideas apresentam-se como uma série de cavidades preenchidas por ar que se interconectam e surgem como um divertículo da cavi- dade timpânica a partir do antro mastóide 2, 6, 7 . Diver- sas funções estão associadas a estas cavidades, sen- do relatadas: recepção de som, isolamento acústico, proteção das estruturas auditivas contra violência ex- terna, redução do peso do crânio e reservatório aéreo da orelha média 7- 10 . Embriologicamente, estas células começam a se formar posteriormente ao recesso epitimpânico ao re- dor da vigésima segunda semana gestacional. O antro mastóide está pronto ao final da vida fetal, sendo forma- CORE Metadata, citation and similar papers at core.ac.uk Provided by Cadernos Espinosanos (E-Journal)