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Arch. Latinoam. Prod. Anim. 2006. Vol. 14 (2): 33-41 © 2006 ALPA. Todos los derechos reservados
Aceitação de larvas de diferentes grupos genéticos de Apis mellifera na
produção de abelhas rainhas
V.N. Albarracín
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, S.R. Cunha Funari, E.M. Romero Arauco,
R. de Oliveira Orsi
Departamento de Produção e Exploração Animal, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia,
Universidade Estadual Paulista (UNESP), Campus de Botucatu, Estado de São Paulo, Brasil.
Acceptance of larvae from different genetic groups of
Apis mellifera in queen bee production
ABSTRACT. Honeybee renewal depends on the reproductive process, in which the queen plays a dominant role, thus
fostering beehive survival and maintenance of hive characteristics and productivity. Royal jelly, secreted by the
hypopharyngeal and mandibular glands of worker honeybees, constitutes the queen’s diet, both in the larval stage and the
adult. The goal of this study was to evaluate the percentage acceptance of larvae, of different genetic groups of Apis
mellifera, in the production of queens. The work was carried out at the Beekeeping Section, FMVZ, UNESP, Campus de
Botucatu –Sp– Brasil. Three treatments were included: T1 (larvae from the same genetic group and the same colony), T2
(same genetic group and different colony), and T3 (different genetic groups). The two genetic groups used were Africanized
and Italian. Queen cells were placed in three different bar positions: A (in front, close to the entrance), M (in the middle),
and F (at the rear, far from the entrance). In the process of queen production, the genetic groups and treatments showed no
significant differences in percentage acceptance of larvae and weight of royal jelly for queen cells. Bar positions had no
significant effect on the acceptance percentage of larvae, but the M position resulted in greater weight of royal jelly for
queen cells than positions A and F. Greater percentage of larvae acceptance was associated with greater weight of royal
jelly for queen cells and greater weight of larvae produced, in both genetic groups.
Key word: Apis mellifera, queen production, larvae
RESUMO. A colônia de abelhas Apis mellifera se perpetua por meio de sua contínua renovação, onde a rainha
desempenha um papel de suma importância na sobrevivência da colônia e continuidade da espécie, determinando as
características e a produtividade dessa colmeia. A rainha é alimentada, durante as fases larval e adulta, com geleia real
secretada pelas glândulas hipofaringeanas e mandibulares das operárias nutrizes. O objetivo deste trabalho foi avaliar a
porcentagem de aceitação de larvas nos diferentes grupos genéticos de abelhas Apis mellifera (italiana e africanizada), na
produção de rainhas. O experimento foi desenvolvido no Setor de Apicultura, Facultade de Medicina Veterinaria e Zootec-
nia, UNESP, Campus de Botucatu, SP, Brasil. Foram estudados 7 colmeias do grupo genético africando e 7 colmeias do
grupo genético italiano, distrubuidas em três tratamentos: T1 (larvas do mesmo grupo genético e matrilínea,). T2 (larvas do
mesmo grupo genético e diferente matrílinea) e T3 (larvas de diferente grupo genético), sendo que as realeiras estavam
posicionadas em três locais da barra do quadro porta realeiras: A (anterior, na parte mais próxima do alvado), M (centro)
e F(na parte mais distante do alvado). Conclui-se que na produção de rainhas, os grupos genéticos e os tratamentos não
apresentaram diferenças significativas na porcentagem de aceitação de larvas e na produção da geleia real por realeira;
quanto aos locais, não houve diferença significativa para a porcentagem de aceitação de larvas, mas quanto ao peso da
geleia real, o local M apresentou melhor produção que os locais A e F; e quanto maior foi a porcentagem de aceitação de
larvas, maior foi o peso da geleia real e maior o peso da larva, para ambos grupos genéticos.
Palavras chave: Apis mellifera, rainhas, produção de rainhas, larvas
Introdução
A colônia de abelhas se perpetua por meio de sua
renovação, sendo a rainha responsável pela sobrevivência
e continuidade da colônia e da espécie (Silva, 2000),
Recibido Marzo 29, 2005. Aceptado Enero 13, 2006.
1
E-mail: veronoe@terra.com.ar
influenciando nas características e na produtividade das
colmeias.
A rainha de Apis mellifera sofre cinco ecdises durante
seu desenvolvimento, de ovo a adulta, sendo 3 dias como
ovo; 5.5 a 6 dias como larva; 6.5 a 7 dias com pré -pupa e